O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 14/08/2020

No livro “Primavera Silenciosa”, de Rache Carson, é retratado os impactos pejorativos do uso indiscriminado de agrotóxicos não só na saúde populacional, bem como seus impactos na vida ambiental. De maneira análoga, constata-se que na contemporaneidade o uso intensivo desses pesticidas, assim como no livro de Rachel Carson, estão causando danos irreversíveis ao meio ambiente e à saúde do consumidor. Dessa forma, é válido analisar como a influência das grandes empresas agroindustriais e a ineficiência Estatal na fiscalização contribuem com a manutenção dessa realidade.

Em primeira análise, é fato que as grandes indústrias desses ramo geram significativos impactos no que diz respeito as flexibilizações da liberação de novos agrotóxicos para o mercado. Tal situação ocorre pois, essas companhias ao atuarem em países no qual a agroindústria tem grande peso na economia, como o Brasil, acabam delimitando as ações judiciais restritivas do governo nessas empresas. Com base nisso, é notório que o aumento do poder de negociação dessas organizações implicam em redução das políticas voltadas aos pequenos agricultores e acarretam o aumento do uso de agrotóxicos no campo, ação que afeta toda uma cadeia ecológica ambiental. Desse modo, essas organizações empresariais vão contra o “Princípio Responsabilidade”, do filósofo Hans Jonas, no qual afirma que as ações éticas devem ser pautadas nas consequências que as mesmas geram no indivíduo e no coletivo.

Além disso, a ineficácia de fiscalização do uso de agrotóxicos contribuem com os problemas advindos desses produtos. Esse cenário advém da banalização do poder público em relação ao uso crescente desses químicos na cadeia produtiva de alimentos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 63% dos produtores rurais que utilizam agrotóxicos não possuem capacitação técnica para manejo do produto, exemplo claro que a fiscalização dos órgãos responsáveis não acontece de forma efetiva. Em resposta a esse comportamento nota-se que a saúde desses agricultores e dos consumidores desses alimentos estão em constante ameaça.

Visto isso, urge que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, junto com o Ministério da Agricultura, através de verbas governamentais, conceder subsídio aos pequenos agricultores, a fim de incentivar a prática de um agricultura sustentável e diminuir a dependências desses grupos produtores das grandes indústrias, tornando o alimento final do consumidor mais saudável e seguro.