O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 18/08/2020
Com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, a agricultura passou por uma série de mudanças, sobretudo pelos investimentos na tecnologia, o que possibilitou uma maior colheita devido às máquinas e, substancialmente, aos agrotóxicos. Embora isso fomente o lucro do grandes latifundiários, tal prática apresenta entraves que estorvam a qualidade de vida da população. Esse cenário obnóxio é fruto tanto da falta de fiscalização do governo acerca do mau uso dos produtos quanto do pensamento capitalista hiperbólico das grandes corporações.
A priori, faz-se mister salientar que a negligência do governo atua como promotor do problema, o que estimula a utilização de agrotóxicos. Seguindo a lógica do filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, conquanto, isso não ocorre de maneira efetiva no Brasil. Devido à ausência de fiscalização das autoridades, as más práticas continuam de forma perene diante das más políticas brasileiras. Sendo assim, como não há um policiamento, a problemática irá persistir no Brasil e isso não poderá mais ser negligenciado.
Outrossim, é fulcral abonar que, por influência do sistema capitalista, as empresas buscam sempre o maior lucro independentemente do que isso irá custar. Dessa forma, essa perspectiva é observada no dado do Instituto Nacional do Câncer (INCA) que mostra que, os agrotóxicos estão presentes em 70% dos alimentos, e que isto é, tomar cerca de 5 litros de veneno por ano. Com isso, é indubitável apontar que esse empecilho advém de pensamentos gananciosos dos grandes empresários, que, para obterem o maior lucro possível, se abstêm de uma qualidade de vida melhor, intoxicando a maior parte dos alimentos que são produzidos.
Portanto, cabe analisar que o panorama dos agrotóxicos no Brasil apresenta empecilhos que precisam urgentemente serem superados. Destarte, urge que, a União Federal, mediante a criação de alíquotas, taxem os pesticidas que circulam no mercado brasileiro, a fim de desestimular essa prática na agricultura. Essa iniciativa estimulará os pequenos comerciantes que não utilizam esse método, sendo assim, beneficiará o pequeno latifundiário e irá corroborar com o crescimento econômico do país. Assim, o avanço tecnológico alcançado na Revolução-Técnico-Científico-Informacional enfim, estará livre do mau uso desses produtos, melhorando o cenário estiolado brasileiro.