O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 19/08/2020
No período Neolítico, o homem deixou de ser nômade e desenvolveu o controle sob a agricultura, o que permitiu uma evolução nas interações sociais. Sob esse âmbito, a partir do século XX, o crescimento populacional exigiu que o ser humano tivesse um controle ainda maior da natureza por meio dos agrotóxicos, e assim, poder produzir mais. Contudo, o descontrole na política de uso gera um desequilíbrio ambiental, doenças e intoxicações que afetam a saúde humana e a natureza.
Nesse contexto, é importante salientar que segundo pesquisas realizadas pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), o Brasil é o sétimo país no mundo com maior emprego de agrotóxicos por hectare. Tal fato ocorre devido a alta exportação, sendo assim, necessário prevenir e controlar pragas, e também por causa de fatores climáticos. Todavia, o exacerbado uso não deveria ser justificável, quando causam danos a saúde, por exemplo, doenças respiratórias e câncer, mas sim controlado.
Além disso, é cabível enfatizar que de acordo com filósofo Sêneca, para a ganância, toda natureza é insuficiente. Nessa perspectiva, a flexibilização de leis e a utilização excessiva e incorreta dos agroquímicos causadoras de danos ao meio ambiente, como a contaminação do solo e/ou lençol freático e insetos, para o aumento na produtividade e consumo dificulta a criação de um mundo sustentável para todos, devido a ambição de poucos.
Infere-se, portanto, que é necessário políticas justas para haver coerência no uso desses produtos. Nesse sentido, cabe ao poder legislativo fortalecer as leis relacionadas a agricultura, e ao executivo aplicar as punições, como multa, aos indivíduos que a desrespeitarem a fim de diminuir os danos à natureza e aos humanos. Também, o Estado deveria incentivar, por meio de propagandas televisivas e campanhas públicas, o consumo de produtos orgânicos, com o fito de diminuir o consumo de agrotóxicos, e consequentemente erradicar as doenças causadas por esse motivo. Assim, teria-se certeza que a ganância não controla nossas atitudes.