O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 21/08/2020

No período Neolítico, o homem deixou de ser nômade e desenvolveu o controle sob a agricultura, o que permitiu uma evolução nas interações sociais. Sob esse âmbito, a partir do século XX, o crescimento populacional exigiu que o homem tivesse um controle ainda maior da natureza por meio dos agrotóxicos, e, assim, poder produzir mais. Contudo, o descontrole na política de uso gera um desequilíbrio ambiental, doenças e intoxicações que afetam a saúde humana e a natureza.

Nesse contexto, é importante salientar que, segundo pesquisas realizadas pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), o Brasil é o sétimo país no mundo com maior emprego de agrotóxicos por hectare. E, apesar de haver leis limitando as quantidades e produtos, não há fiscalização e penalidades adequadas, logo, o uso exacerbado e de agroquímicos tóxicos contamina os cidadãos brasileiros, consequentemente, aumentando taxas de intoxicação, problemas respiratórios e câncer.

Além disso, é cabível enfatizar que, de acordo com o filósofo Sêneca, para a ganância, toda natureza é insuficiente. Nessa perspectiva, a fim de produzir altas quantidades de alimento, o uso de agrotóxico no solo é importante para eliminar pragas e insetos incômodos. Todavia, há uma contaminação no lençol freático e/ou solo desnecessária, devido à economia de dinheiro em processos mais eficazes, o que causa danos ao ecossistema local e dificultando à criação de um mundo sustentável para todos. Infere-se, portanto, que é necessário políticas justas para haver coerência no uso desses produtos.

Nesse sentido, cabe ao Ministério da Agricultura aprimorar as fiscalizações e punir apropriadamente os agricultores que desrespeitarem, mediante ao investimento de verbas. Outrossim, em parceria ao Ministério da Educação, deve-se incentivar produções orgânicas por intermédio de projetos educativos em escolas públicas, tudo isso a fim de melhorar à qualidade de vida da população brasileira e o meio ambiente. Assim, teria-se certeza que a agricultura é para uma evolução social e não individual.