O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 08/09/2020

A Teoria da Seleção Natural proposta por Darwin, ficou conhecida no mundo todo por ratificar que as espécies mais adaptados sobrevivem em determinado ambiente por possuir melhores características genéticas, que serão passadas para os seus descendentes. Nesse contexto, atualmente, é visto que muitas pragas de plantações confirmam essa teoria, tendo em vista que quando jogado pesticidas, somente as mais resistentes sobrevivem. Nessa perspectiva, tanto os riscos causados a saúde pelos agrotóxicos quanto causados ao meio ambiente devem ser superados para que uma sociedade mais saudável e equilibrada seja alcançada.

Em primeira análise, é fundamental pontuar que o uso de defensivos agrícolas causam muitos perigos para a saúde humana. De acordo com dados da Fiocruz, entre os anos de 1999 e 2012, o Brasil teve 114.598 pessoas intoxicadas por agrotóxicos. Partindo dessas informações, é possível perceber como os defensivos agrícolas afetam a saúde do brasileiros. Por exemplo, os organofosforados -um dos agrotóxicos mais utilizados- atinge o sistema nervoso e pode causar depressão, levando muito agricultores a cometerem suicídio. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de serem tomada atitudes por órgãos responsáveis por fiscalizar a quantidade desses agrotóxicos que estão sendo submetidos as plantações e a mesa dos brasileiros a fim de que o número de intoxicados diminua.

Ademais, é imperativo ressaltar, que além de fazer mal à saúde, os agrotóxicos também causam muitos danos ao meio ambiente. Segundo o IBGE, os defensivos agrícolas só perdem para o esgoto não tratado quando se trata dos maiores contaminadores de rios no Brasil. Essa água carregada de inseticida contamina os seres vivos presentes na região, através da sua ingestão, fazendo com que possam ser contraído várias doenças, como problemas neurológicos, motores e mentais por meio desse contagio. Desse modo, faz-se necessária a mudança de técnicas utilizadas por agricultores para que esses defensivos passem a agredir menos o solo e consequentemente a vida dos brasileiros.

Portanto, é mister a adoção de medidas que possam reduzir o uso de agrotóxicos nas plantações brasileiras. Nesse cenário, cabe ao Ministério da Agricultura, em parceria com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), elaborar projetos e políticas públicas com o objetivo de fiscalizar mais as plantações e os agrotóxicos, por meio da inspeção das plantações e dos defensivos que nelas são usados, afim de que os latifundiários possam buscar uma nova alternativa para conter as pragas das lavouras com menos riscos para a saúde da população. Com essa ação, o uso de pesticidas será gradativamente minimizado, e a taxas de poluição do solo e intoxicação serão acabadas.