O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 28/08/2020
A ficção é um reflexo da realidade. No filme “Tá chovendo hambúrguer”, um cientista desenvolve métodos irreais para aumentar a produção de alimentos em sua cidade causando inúmeros transtornos. De maneira análoga, na realidade, esse experimento são substitutos pelos agrotóxicos. Acerca de seu uso, é notória a necessidade do aumento na produção agrária e a ampla gama de alimentos contaminados no mercado.
Primeiramente, é inquestionável que a população mundial está crescendo, e, consequentemente, a demanda por alimentação. Essa realidade foi defendida por Thomas Malthus, em sua Teoria Populacional, declarando que o crescimento das massas supera à produção. Diante disso, surgiu a necessidade de tolerar o desenvolvimento e aplicação de pesticidas e agrotóxicos nas lavouras brasileiras, com o objetivo de aumentar quantitativa e qualitativamente a produção agrícola.
Com isso, segundamente, cada vez mais alimentos são contaminados de forma direta ou indireta. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, apenas 30% dos alimentos disponíveis e consumidos no Brasil estão livres de agroquímicos. Essa informação alerta para o fato dos fitossanitários trazerem uma ameaça à alimentação, à saúde e à fisiologia humana. Além disso, as terras tornam-se contaminadas e apresentam grande risco para a natureza.
Diante o exposto, portanto, é evidente que o problema urge medidas interventivas.Visando reverter a problemática, o Ministério da Agricultura deve obedecer parâmetros internacionais para o uso dessas substâncias, por meio da substituição dos agentes químicos por biológicos com o objetivo de melhorar a qualidade na produção. Somado a isso, é também viável que o Ministério da Educação, aliado ao da Agricultura, criem campanhas e palestras para a população ensinando formas de cultivar alimentos orgânicos em casa. Isso pode ocorrer com a ajuda de agrônomos e jardineiros. Essas medidas, que não excluem outras, possuem a finalidade de reduzir as estatísticas fornecidas pela ANVISA.