O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 01/09/2020

No final da década de 1940 surgiu a “Revolução Verde”, com o propósito de aumentar a produção agrícola através do desenvolvimento de pesquisas em sementes, fertilizantes e modernização do maquinário. Porém, no Brasil, o uso abusivo de agrotóxicos decorrente da revolução verde tem causado complicações ambientais e de saúde no dia a dia da população.

A princípio, o documentário “O Mundo Segundo a Monsanto” mostra como essa empresa exerce influencia sobre o uso de agrotóxicos no mundo e criação de inúmeros impactos na natureza. Em paralelo a isso, a busca por colheitas cada vez mais produtivas e de baixo custo vez com que vários agricultores buscassem pelo o uso em excesso de pesticida, que vem causando uma série de problemas ambientais, como a redução na fertilidade solo, contaminação de lençóis freáticos e eutrofização de rios e lagos, refletindo que o Brasil e campeão mundial no uso de agrotóxico, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Nesse contexto, segundo um dos maiores físicos da história, Isaac Newton, “toda ação existe uma reação”. De maneira análoga, o manuseio e aplicação dos pesticidas ainda e feito em algumas plantações de forma manual e muitas das vezes sem o uso dos EPIs (Equipamento de proteção individual), causando vários problemas de saúde, entre eles estão intoxicações, paralisias, lesões cerebrais e tumores, levando partes dos trabalhadores com esse tipo de atitudes a morte precoce, compreendendo que 114,598 mil pessoas já morreram por intoxicação causada por agrotóxicos, levantamento do Ministério da Saúde.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Cabe ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, em parceria com a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o desenvolvimento de planos de baixo custo de controle biológico, monitoração de plantações e criação e tecnologia, para a substituição e diminuição do uso abusivo de agrotóxico nas grandes fazendas. Além disso, o Ministério da Saúde, em conjunto com ONGs (Organização não governamental), através de palestras e capacitações de funcionários que tem contato direto com o manuseio de pesticidas e sobre o uso correto dos EPIs, evitando várias complicações de saúde. Assim, o Brasil estaria ficando cada vez mais longe da cultura do uso abusivo dos agrotóxicos.