O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 04/09/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho” de forma analógica ao trecho do poeta Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a pedra é um obstáculo, assim como a questão do uso de agrotóxicos no Brasil. Por se tratar de um assunto bastante relevante, é indubitável que a problemática precisa ser analisada nos dias atuais. Nesse sentido, cabe uma análise sobre a forte mentalidade individualista dos empresários e outra governamental. Em primeiro lugar, é importante salientar que a busca pelo ganho pessoal, acima de tudo, também pode ser apontado como responsável pelo problema. De acordo com o pensamento marxista, priorizar o bem pessoal em detrimento do coletivo, gera inúmeras dificuldades para a sociedade. Ao vender alimentos carregados de agrotóxico, empresas invadem a saúde dos indivíduos, sem nem um mínimo de empatia e ferem importantes direitos da população em nome de interesse individuais. Desse modo, a união da sociedade é essencial para garantir o bem-estar coletivo e combater o descaso que está a situação dos agrotóxicos no país.

Em segundo lugar, faz-se relevante ressaltar que a não fiscalização das leis existentes corrobora para o aumento desse impasse. A Constituição de 1988 - conjunto de normas que regem o Estado brasileiro - garante como fundamental a todos os cidadãos o direito a saúde. Entretanto, no que tange esse direito aos que sofrem com alimentos agroquímicos o que se nota, é o não cumprimento dessa norma, pois, segundo pesquisas, o número de fazendas que usaram de produtos agrotóxicos aumentou nos últimos dois anos. Isso aponta para a necessidade de políticas públicas, que combatam veementemente esses indivíduos que prejudicam tanto a natureza, como a população vivente.

À vista disso, diante dos argumentos supracitados, urge a intervenção individualista e governamental. Logo, a sociedade, como conjunto de indivíduos que compartilham valores culturais e sociais, deve atuar em conjunto e combater quaisquer alimentos saturados com agrotóxicos, por meio de boicotes e campanhas de mobilização, para que os empresários sintam-se pressionados pela população e sejam obrigados a abandonar a prática. Outrossim, o Executivo Federal, deve combater esse mal por meio da criação de uma secretaria especializada na causa, para que essa elabore oficinas de conscientização, a fim de que esse mal possa realmente ter um fim tanto na saúde como no trabalho. Dessa forma, tirando pedras e obstáculos do meio do caminho, se construirá um Brasil mais saudável e justo.