O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 16/09/2020
O Governo Bolsonaro, em 2019, liberou o uso de mais 51 agrotóxicos, de modo a totalizar 290 no ano. Essa atitude gerou muito debate acerca do uso dessas substâncias e seus efeitos. Então, faz-se necessário entender os benefícios e malefícios dos defensores agrícolas, com relação à indústria alimentícia e à saúde humana.
De início, é preciso conhecer a importância dos pesticidas na produção de alimentos. Nesse contexto, destaca-se a Revolução Verde, um marco histórico na organização dos campos e sua produtividade. Graças a ela, a agricultura modernizou-se, com a utilização de máquinas especializadas e agrotóxicos, estes com crucial relevância para controlar pragas e garantir o fornecimento em massa de comida. Ante o exposto, conclui-se que os agroquímicos são fundamentais à sociedade, pois eles permitem o atendimento à demanda alimentícia.
Entretanto, a acumulação das toxinas do defensor agrícola na cadeia alimentar é preocupante. Esse fenômeno é denominado bioacumulação, um termo da biologia que designa a absorção de substâncias pelos seres vivos e, posteriormente, seus predadores. Tal panorama, na questão da retenção dos agrotóxicos pelas plantas, promove diversas consequências negativas aos seres humanos, como cânceres, lesões hepáticas ou pulmonares, entre outros. Logo, é notório que a toxicidade dos agroquímicos causa danos não só às pragas, mas também aos consumidores dos alimentos infectados.
Portanto, carece-se de medidas que minimizem os malefícios dos pesticidas. Para isso, com o intuito de assegurar o bem-estar da população brasileira e a produção eficaz de alimentos, cabe ao Ministério da Agricultura, junto ao Ministério da Saúde, providenciar agrotóxicos seguros, mediante a realização de pesquisas que estudem sobre a toxicidade dos agroquímicos, de forma a equilibrar critérios de eficiência e segurança. Assim, esse debate será solucionado.