O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 12/09/2020
Em 2002, foi levado a votação no Congresso Nacional o Projeto de Lei 6.299, conhecido como PL do Veneno, que busca flexibilizar o uso de agrotóxicos no país. Posto isso, percebe-se os efeitos do uso de agrotóxicos no Brasil como uma ação nociva à saúde humana e à natureza, visto que tais produtos têm causado a intoxicação dos cidadãos e a infertilidade de solos agricultáveis. Dito isso, é válido ressaltar os impactos da temática, a qual tem relação direta com a logística de mercado capitalista, e, dessa forma, propor medidas de combate a essa.
A princípio, constata-se a inserção da produção agrícola na dinâmica de mercado capitalista. Sob esse viés, os agricultores visando maximizar seus lucros, visto a influência do capitalismo, recorrem aos agrotóxicos como método de controle de pragas e doenças danosos à produção e, consequentemente, à lucratividade. Porém, tal medida configura-se como nociva à homeostase humana, evidenciado que, segundo o IBAMA, o Brasil, em 2017, utilizou uma quantidade desses produtos acima da recomendada, resultando na intoxicação dos consumidores e, principalmente, dos trabalhadores rurais. Ademais, é lícito postular a condição insalubre de trabalho dos trabalhadores rurais, os quais não recebem treinamento para o devido manuseio dos pesticidas, acarretando também a eles danos a saúde.
Outrossim, evidencia-se a Teoria da Seleção Natural, do biólogo Charles Darwin. Partindo desse pressuposto, segundo o teórico, os pesticidas não são eficientes em longo prazo, pois, estes, matam as pragas menos resistentes ao seu efeito e, consequentemente, seleciona as mais resistentes, necessitando, assim, de agrotóxicos mais pesados, o que se perpetuaria em um ciclo vicioso. Seguindo esse raciocínio, é notório os efeitos negativos do uso dessas substâncias, haja visto que o uso intenso deles nas plantações, dado o ciclo vicioso supracitado, ocasiona a perda de nutrientes cruciais para a fertilidade do solo. Desse modo, o objetivo da dinâmica capitalista é prejudicado, visto os gastos que os agricultores terão para revitalizar a fertilidade do solo.
Destarte, é fulcral ao Ministério da Agricultura criar o projeto “Agroecológico”, o qual deve incentivar a redução do uso de agrotóxicos na produção agrícola, por meio de subsídios federais, provenientes da verba repassada para o ministério, para que, assim, os produtores possam investir em uma produção mais orgânica, sendo esta benéfica para à homeostase humana e fertilidade do solo. Dessa maneira, não será necessário a aprovação da PL do Veneno para efetivar o objetivo da logística de mercado capitalista.