O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 25/09/2020
Agrotóxicos, também conhecidos como agroquímicos, são substâncias químicas sintéticas utilizadas para matar pragas, insetos, bactérias e fungos. Seu uso é muito discutido em setores sociais, econômicos e principalmente políticos. No Brasil, o consumo vem aumentando gradativamente, em 2018 ocupava o terceiro lugar, e atualmente lidera o ranking mundial. A sua utilização causa diversas consequências, tanto ao meio ambiente quanto à saúde animal e humana.
A natureza é uma das mais afetadas por esses produtos químicos, pois o solo retém grande quantidade de contaminantes e com o tempo se torna infértil, possibilitando também a contaminação do lençol freático, que abastece grande parte dos rios, infectando muitos animais aquáticos, terrestres e aéreos. Um assunto que tem gerado grande preocupação, é o surgimento de pragas e bactérias muito resistentes, devido ao uso excessivo e equivocado de pesticidas.
Cerca de 70% dos alimentos ingeridos no Brasil possuem defensivos agrícolas, o que preocupa diversos especialistas. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, os brasileiros consomem aproximadamente 5 litros de veneno anualmente, dentre eles 28% contêm substâncias não autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A intoxicação por agrotóxicos, é a reação mais comum ocasionada pela sua absorção, causando vômito, tontura, náuseas e cólicas abdominais. A exposição prolongada ao produto, mais comum aos trabalhadores rurais, pode acarretar problemas graves como paralisias, lesões cerebrais e tumores. Uma questão de saúde pública.
Desse modo, é dever do Governo, Ministério da Agricultura e Saúde, estabelecerem novas regras que proíbam ou controlem, o uso excessivo de agrotóxicos que causam riscos graves à saúde. Aumentar a fiscalização e adotar técnicas corretas de manejo e aplicação desses defensivos, é uma alternativa para priorizar o meio ambiente, o bem estar dos trabalhadores e da população em geral.