O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 04/10/2020
Durante a década de 60, na Revolução Verde, iniciou-se o uso intensificado dos agrotóxicos, os quais evitam doenças ou insetos que prejudicam as plantações. No primeiro momento, as mudanças foram positivas, já que aumentaram a produtividade agrícola, porém, com o uso contínuo de agrotóxicos, os efeitos prejudiciais passaram a atingir o ambiente e a saúde dos indivíduos, sendo necessária uma política mais severa quanto à liberação das substâncias.
Em primeira análise, cabe destacar que a utilização de substâncias tóxicas causam grandes riscos à saúde da população. Nesse sentido, sabe-se que uma das principais formas de contaminação é através da ingestão de alimentos, em que a presença de resíduos tóxicos no organismo pode causar graves doenças, como o câncer, segundo a OMS. Além disso, pode-se citar a divulgação feita pela Organização Pan-Americana da Saúde da ONU em 2018, que diz que os agrotóxicos matam 193 mil pessoas no mundo por ano.
Em segunda análise, vale ressaltar que o uso contínuo desses produtos contribui para a diminuição da fertilidade do solo, o que gera cada vez uma maior dependência deles. Diante dessa realidade, é possível surgir outra problemática, a qual pode ser explicada pela Seleção Natural de Charles Darwin: o aparecimento de pragas mais resistentes aos agrotóxicos. Sob tal ótica, tal cenário torna-se preocupante para o Brasil, porque o governo está estudando a flexibilização das regras de uso dos agrotóxicos, em que pretende liberar novas substâncias, até mesmo algumas que são proibidas em outros países.
Portanto, diante das más consequências citadas, é essencial que medidas sejam providenciadas. Dessa forma, cabe ao Ministério da Agricultura proibir a utilização de agrotóxicos classificados como alto risco por meio de referências internacionais, de modo a analisar os produtos proibidos em outros países, a fim de evitar os impactos na saúde e no meio ambiente. Ademais, como medida alternativa, pode-se usar o controle biológico de pragas, mediante utilização de verbas, com o intuito de diminuir os riscos. Somente assim, será possível amenizar os malefícios gerados.