O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 26/10/2020
A Constituição de 1988 estabelece, não só, mas principalmente, a saúde como direito social. Entretanto, observa-se a não realização dessa lei, visto que o uso de agrotóxico no Brasil e no mundo tem impactado negativamente no bem-estar da sociedade. Tal problemática prevalece em virtude da falta de fiscalização na produção alimentícia e da descapacitação dos agricultores para a aplicação do produto.
Em primeira análise, a ausência de inspeção nas plantações é causada pela negligência governamental. Segundo Confúcio, um filósofo chinês, “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.” Dessa forma, a não averiguação das substâncias química, componentes dos defensivos agrícolas, que muitas vezes são tóxicas, compromete contaminando águas, solos, animais e além disso, aumenta o índice de intoxicação alimentar nos humanos.
Ademais, o despreparo dos trabalhadores rurais é fomentado pela carência de cursos didáticos para a utilização desse perigoso recurso, já que o interior tem um déficit de instituições educacionais, diferentemente do centro, onde essas se concentram. De acordo com Goethe, um filósofo alemão, “Nada é mais assustador do que a ignorância em ação.” Sob tal ótica, percebe-se que com a leiguice dos ruralistas acontece a produção de um caótico impasse, que se reflete por exemplo, na morte desses, que são considerados os mais atingidos em razão do contato direto e intensivo com o agroquímico.
Portanto, faz-se necessário a resolução do grave quadro apresentado. Destarte, urge que o Ministério da Agricultura crie o projeto “Comida Boa”. Nele deve constar que todo o hortifrutigranjeiro deverá ser cadastrado e passará por uma examinação mensalmente, e também, haverá a proibição das toxinas mais letais. Isso ocorrerá por meio de investimentos governamentais e espera-se com essas medidas, a diminuição das terríveis consequência do incorreto uso dos agrotóxicos. Só assim, haverá a concretização total da Legislação Federal.