O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 17/11/2020

Em " O Alto da Barca do Inferno “, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere ao uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de legislação e de falta de conhecimento.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de legislação é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo Umberto Eco, " para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna, explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais a questão do uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de conhecimento. Nessa continuidade, o filósofo schopenhauer defende que os limites do campo de visão  de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação  do problema.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, logo, a criação de projetos de lei que contemplem a questão do uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo, pelas comissões da câmara e do senado, em parceria com consultas públicas. Tais consultas devem ser amplamente divulgadas nas redes sociais, para o público em geral ter acesso e se posicionar. Além disso, em tais consultas, seria viável disponibilizar para download uma cartilha em PDF que contemplem os detalhes da lei proposta, para que o problema do uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo não só ganhe respaldo legal, como também o faça de maneira consciente por parte da população.