O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/12/2020
Desde que o homem deixou de viver de forma nômade, a agricultura aparece essencial à sobrevivência da sociedade. A partir de então, o manejo do solo e dos alimentos nunca deixou de ser aprimorado, tendo encontrado seu maior êxito na década de 1950 com o evento da Revolução Verde, que introduziu os agrotóxicos e insuflou na economia brasileira. Entretanto, a flexibilidade do uso desses defensivos agrícolas colocou o Brasil como maior consumidor do mundo, o que, comprovadamente, traz ricos à saúde humana e ao meio ambiente. Com efeito, faz-se necessária a implantação de medidas que dialoguem tanto com a economia, como com a sustentabilidade.
Em primeira análise, a agricultura de exportação se faz presente como herança colonial, tendo permanecido, até nos dias de hoje, como grande participante do PIB nacional. Nesse espaço, o surgimento de empresas agrícolas, a partir da Revolução Verde, contribui para que o Brasil obtivesse posição de destaque internacional como agroexportador. Contudo, essa subida da agricultura brasileira colaborou para que essas empresas obtivessem grande influência nas tomadas de decisões desse setor, visando a um maior lucro com a grande utilização de seus químicos, agravando a saúde alimentar.
Nessa adversidade, a expressão “Revolução Verde” soa como ironia na medida que o Ministério da Agricultura visa a facilitar a legalização de produtos já proibidos na União Europeia e Estados Unidos, indo contra a “Revolução”, que denota uma melhoria no sistema, e o “Verde”, subentendido como algo natural. Não por um acaso, a ONU emitiu um comunicado ao governo brasileira, em junho de 2018, alertando acerca dos malefícios na saúde pública e ao meio ambiente caso haja uma maior facilidade de legalização dos pesticidas.
Portanto, diante da necessidade de promover a segurança alimentar, sem afetar a economia brasileira, a secretaria do Tesouro Nacional deve destinar verbas aos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Social que, em conjunto, deverão selecionar, através de concursos públicos, cientistas e pesquisadores à fim de desenvolverem a agroecologia, a exemplo da utilização de microorganismo naturais da agricultura, os biopesticidas, o que, por consequência, diminuirá a quantidade de agrotóxicos e de seus malefícios na sociedade. Assim, além de promover tecnologia e o desenvolvimento de empregos, o agronegócio será lucrativo, mais sustentável e socialmente justo.