O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 27/11/2020

A agricultura sempre foi uma atividade indispensável na vida do homem, já que foi por meio daquela que esse deixou de ser nômade. Hodiernamente, o Brasil passa por desafios acerca da regulamentação do uso de agrotóxicos no campo, uma vez que envolve interesses financeiros e o bem-estar da população. Nesse contexto, pode-se dizer que há uma dicotomia sobre esse controle dos defensivos agrícolas, pois ao mesmo tempo que esse uso é favorável a produtividade dos alimentos, por outro lado é incontrovertível os seus malefícios ao meio ambiente e, portanto, aos seres vivos.

O homem é o lobo do homem. Aplicando essa premissa do filósofo inglês Thomas Hobbes à relação entre o ser humano e a atividade agrícola, tem-se uma preocupação dele com as necessidades básicas que é a alimentação, como também a lucratividade quando tratado como negócio e, dentro dessa dualidade de interesses, o homem se volta contra si mesmo a partir do momento em que ele dispensa os regulamentos para favorecer a sua produtividade com o uso desses químicos, deixando a sua saúde em segundo plano. Dessa forma, torna-se viável um equilíbrio entre esses dois aspectos para que tanto o homem, como a natureza não saiam prejudicados.

Ademais, o diretor da fundação Greenpeace, Paul Watson, já dizia que inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. Em coadunação a tal preceito, o uso dos agroquímicos sem qualquer tipo de restrição pode ferir essa harmonia que deve existir entre o meio ambiente e o ser vivo, uma vez que contamina solo e lençóis freáticos com seu potencial químico e, concomitantemente, põe em risco a saúde da população. Sendo assim, o uso indiscriminado dos defensivos pode sacrificar a integridade do meio ambiente.

Destarte, o físico Isaac Newton já dizia que um corpo tende a permanecer inerte até que uma força atue sobre ele. Similar a tal sentença, faz-se mister medidas enérgicas para tirar o cenário brasileiro dessa inércia. O governo deve promover encontros e reuniões com os ruralistas e especialistas ambientais para que amplie as discussões entre ambos e cada um deles conheça os benefícios e malefícios sobre a Lei dos agrotóxicos que está em trâmite no congresso. A mídia, por sua vez, além de transmitir essa reunião ao vivo para toda a população, deve difundir informações acerca da necessidade da preservação do meio ambiente e sobre a formas de mantê-la, a fim de que os próprios empresários agrícolas estejam mais cientes sobre o quanto a falta de regulamentação desses produtos químicos pode ser nociva a natureza. Feito isso, espera-se melhoras significativas no campo agrícola sem sobrepor à saúde coletiva.