O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 27/11/2020
A Revolução Verde, ocorrida na segunda metade do século XX, foi responsável por introduzir técnicas inovadoras de produção no campo, como a transgenia de alimentos e o uso de agrotóxicos. Ao mesmo tempo em que a produção foi afetada positivamente, com o aumento considerável de alimentos, também existem pontos negativos nessa prática, como o agravamento dos impactos causados na natureza e o risco à saúde humana.
Em primeira instância, vale ressaltar que o uso excessivo de de agrotóxicos gera um grave desequilíbrio ecológico e coloca em risco o bem estar, não apenas do ser humano mas também da fauna e flora do terreno. Nesse sentido é perceptível que a contaminação ocorre por meio de duas maneiras: o contato direto, sujeito aos trabalhadores que cuidam pessoalmente das plantações, além do contato indireto, sujeito aos consumidores dos alimentos. Contudo, o modo de contaminação é irrelevante, uma vez que, com o organismo contaminado, as toxinas podem causar falência respiratória, câncer e lesões renais. Ademais, os resíduos tóxicos não afetam apenas os humanos, podendo causar um desequilíbrio ecológico nas áreas utilizadas para plantação.
Assim, seguindo a Teoria da Evolução de Darwin, a qual afirma que a variação de espécies é resultado de um processo gradativo de evolução, quanto mais pragas são expostas aos venenos, mais resistentes seus descendentes ficarão perante as toxinas. Destarte, esse cenário tende a ser minimizado nos países desenvolvidos, como os Estados Unidos e Canadá, em razão de que os mesmos proibiram o uso de diversos defensivos agrícolas. Em contraste, o Brasil apresenta um conjunto preocupante de leis flexíveis em relação à liberação de novo agroquímicos e, de acordo com a especialista em agrotóxicos Larissa Mies da Universidade de São Paulo (USP), diversos agrotóxicos extremamente prejudiciais à natureza têm seu uso permitido e encorajado no território nacional.
Logo, em prol de resolver esse impasse, é preciso que o Ministério da Agricultura proíba o uso de insumos tóxicos classificados de alto risco para a saúde, a fim de minimizar o uso de toxinas não necessárias para produção. Além disso, outra alternativa utilizada em países desenvolvidos, é o uso de controle biológico de pragas e o incentivo de pequenas produções (agricultura familiar), tendo em vista que os efeitos na natureza e na saúde humana são quase inexistentes, uma vez que, em quase sua totalidade, a prática é isenta de agrotóxicos. Desse modo, com o passar dos anos, a utilização de agrotóxicos será mais regulada e os riscos de saúde diminuirão.