O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 29/11/2020
A região da Mesopotâmia, datada por volta de 7000 A.C, é considerada como o berço da civilização, tendo destaque, também, como um dos berços da agricultura, que era constituída pelo plantio de trigo e cevada, além de ser utilizada para alimentação e sustento daquele povo da época. Contudo, no Brasil e no mundo, com a crescente e cada vez mais rápida demanda por alimento, foram inseridas nas plantações agentes químicos, os quais causam impactos sociais e biológicos, tanto nos próprios trabalhadores de grandes lavouras, como no consumidor final do alimento, estabelecendo, assim, consequências negativas causadas pelo uso de agrotóxicos.
Em primeiro lugar, é imperioso destacar que grandes empresas agrícolas subnotificam os órgãos competentes sobre o impacto negativo na saúde dos próprios trabalhadores das lavouras. Ademais, segundo o Ministério da Saúde, 2 em cada 3 casos de intoxicação por agrotóxicos não são notificados por estas empresas. Dessa forma, percebe-se o dano causado nessa classe trabalhadora, que vai desde dores de cabeça e enjoo, até invalidez por exposição prolongada a esses agentes químicos, consequência relatada pela ANVISA, órgão responsável pela regulação de agrotóxicos, no Brasil. Evidenciando, desse modo, os malefícios causados pelo uso dessas substâncias.
Em segundo lugar, faz-se imperativo pontuar que o uso de agentes pesticidas é crescente no âmbito internacional. Desse modo, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), desde sua criação foram autorizadas mais de 500 agrotóxicos no país, dos quais quase um terço deles foram proibidos na América do Sul, União Europeia e China. Nota-se, então, não somente a necessidade crescente e contínua do uso destes agentes químicos, mas também, a dimensão do dano que causam, uma vez que diversos países proibem sua utilização em seus territórios. Ressaltando, dessa maneira, consequências negativas sobre o uso dele.
Portanto, percebe-se a importância de um uso prudente dos agrotóxicos, além da consciência de seus danos. Assim, urge ao primeiro setor, em especial ao Ministério da saúde, em parceria com o Ministério do meio ambiente - responsáveis pela implementação de políticas públicas que interfiram e fiscalizem o uso de substâncias pesticidas em alimentos -, limitar o uso de agentes químicos em plantações, por meio de taxas relacionadas a quantidade encontrada desses químicos no alimento final, além do envio de agentes fiscais que monitorem não somente o pesticida utilizado, mas também a saúde do trabalhador que tem contato diário com ele. Para que seja possível, então, uma melhor qualidade nas plantações.