O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 18/12/2020
Com a revolução verde, os agrotóxicos foram vistos como solução a teoria malthusina de que não haveria oferta de alimentos a todos, devido ao aumento da população. Assim, apesar da sua importância na produtividade agrícola, o uso demasiado de pesticidas tóxicos é um problema vexaminoso ao povo brasileiro. Isso se deve, sobretudo, a passividade da população e carência legislativa de restrições à utilização do insumo agrícola.
De início, é notório o desinteresse da população para resolver o entrave. Sob tal ótica,segundo o sociólogo polonês Zygmund Bauman, " nenhuma sociedade que esquece da arte de questionar, pode achar respostas para os problemas". Nesse sentido, a indiferença dos cidadãos brasileiros em propor ações populares que pressionem o congresso e a baixa procura por alimentos sem pesticidas, como os orgânicos, ocasionam a manutenção na alta aplicação dos agrotóxicos. Em vista disso, o intensivo uso de pesticidas gera contaminação do solo e poluição nos rios, podendo contribuir para a crise hídrica no país.
Em segundo plano, a falta de barreiras sanitárias à utilização dos agrotóxicos mantém o alto consumo deles. Consoante o filósofo grego Aristóteles, " a política serve para garantir a felicidade da população". Entretanto, esse conceito se encontra deturpado no Brasil, haja vista a liberação de herbicidas com alta toxicidade,como os neonicotinoides, que são proibidos na Europa. Por conseguinte, esses agentes químicos causam alterações comportamentais, câncer e lesões cerebrais.
Logo, urge que as escolas, com aulas temáticas nas áreas ambientais, e a mídia, por meio das redes sociais e propagandas, procurem enfatizar os perigos do uso de agrotóxicos, a fim de aumentar a demanda pelos alimentos orgânicos, diminuindo o seu custo, além de propor ações populares contra a liberação de produtos perigosos.Ademais, o Ministério da Agricultura deve garantir um agronegócio com herbicidas menos prejudiciais a saúde humana e ao meio ambiente.