O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 22/03/2021
No século XVIII, o economista britânico, Thomas Malthus, afirmou que a produção de alimentos cresceria em progressão aritmética enquanto a população mundial aumentaria exponencialmente e, assim, guerras, epidemias e controle de natalidade deveriam ocorrer para evitar que parte da população ficasse sem comida. No entanto, no século seguinte, com a Revolução Verde, a agricultura se modernizou e superou o problema apresentado pela teoria malthusiana. Nesse sentido, pode-se afirmar que o uso de agrotóxicos no campo colaborou com o desenvolvimento da agricultura mundial e impediu que muitos problemas decorrentes da escassez de alimentos ocorresse. Em contrapartida, o uso descontrolado e ambicioso dos pesticidas e fertilizantes provocam um enorme mal ao meio ambiente e, por consequência, a toda a humanidade.
Primeiramente, com o avanço das ciências, desenvolveram-se produtos, como agrotóxicos e fertilizantes, que permitiram uma maior produtividade no campo com um custo reduzido, o que aumentou a oferta de alimentos. Por exemplo, o cerrado brasileiro, intensamente ácido e infestado de pragas, era inóspito para o plantio, porém, com o uso da calagem e dos agrotóxicos, hoje, a maior produção de soja no Brasil está localizada nesse bioma. Da mesma forma, no mundo todo, lugares antes improdutivos tornaram-se frutíferos, o que permitiu a diminuição do preço e maior acessibilidade à nutrição. Logo, o uso de defensivos agrícolas permitiu o desenvolvimento humano em escala mundial.
Entretanto, movidos pela ganância, muitos agricultores abusam desse produto e, sem a devida regulamentação estatal, agravam-se os riscos à saúde de todo ecossistema. De acordo com dados do Greenpeace, no Brasil, houve uma aumento significativo na utilização de pesticidas nos últimos três anos, o que coincide com uma série de medidas do Governo Federal que afrouxa as restrições de uso ao produto. Desse modo, com a flexibilidade das leis, há a intensificação da aplicação ilegal ou desregrada dos agroquímicos, o que provoca a intoxicação do solo, das águas subterrâeas, dos trabalhadores rurais e dos consumidores. Então, com o descontrole governamental, a saúde pública corre risco com o uso abusivo de agrotóxicos por parte dos produtores.
Portanto, por um lado, os agrotóxicos possibilitaram uma maior disponibilidade de alimentos, mas, por outro, seu uso excessivo provoca problemas tão ruins quanto à fome. Para atenuar esse mal, é necessário que o Governo Federal, sob direcionamento do Ministério da Agricultura, pressione os agricultores a reduzirem a utilização demasiada dos defensivos agrícolas, por meio do endurecimento das leis e maiores fiscalizações no campo, a fim de que o seu uso controlado traga apenas benefícios à população. Assim, os problemas ambientais e de saúde pública serão mitigados.