O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 11/04/2021
A partir da Revolução Industrial, a dinâmica social passou por profundas transformações, não só econômicas, como sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente seus próprios contornos, ainda é possível vizualizar o legado sociocultural impregnado, na necessidade de atingir ápices de produtividade, no que tange o meio agronômico, caracterizando o contexto capitalista embutido na temática. Nesse sentido, o uso indiscriminado e errôneo dos agrotóxicos, têm como aparato tanto o próprio legado histórico do país, quanto a influência midiática.
A princípio, a carga histórica do país carateriza-se como complexo dificultor. De acordo com o pensamento de Claude Levi-Strauss, só é possível interpretar as ações coletivas por meio do entendimento dos avanços históricos. Nesse sentido, o uso demasiado dos agrotóxicos, mesmo que cada vez mais presente no século XXI, apresenta raízes intrísecas à história brasileira, e a lenta capacidade de modificação dos constumes sociais, perpetuam ainda a mais a dificuldade de mudança efetiva. Analisa-se perante essa acertiva, que a conjuntura brasileira ainda remete ao peíodo colonial, no qual o sistema “plantation” de grandes latifúndios, com monoculturas e direcionados a exportação, perpetuam até hoje, ao passo que qualquer meio que aumente a produtividade da lavoura, como o uso exarcebado de agrotóxicos, rementem ao passado do país.
Além disso, a influência midiática, torna-se um forte bloqueador da mudança. Pois, conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia e provedor de debates que elevem o nível de informação da população, traz consigo um léque de conteúdos selecionados, que satisfação apenas o lado singular e benéfico da situação. Ao invés disso, funciona como consolidador do problema, ao passo que não instiga a totalidade, não somente das vantagens, mas principalmente, das desvantagens do uso de agrotóxicos, e a problemática do mau uso do mesmo.
Portanto, para que ocorra a diminuição dos efeitos negativos do uso dos agrotóxicos nas plantações brasileiras, especialistas no assunto, como Agrônomos e Engenheiros Florestais, com apoio de ONGs, devem desenvolver ações nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que mostrem a real situção da questão, para com isso conscientizar a população que nem tudo que a mídia os entrega é a real conjuntura. E ainda assim, promover debates que induzam a mudança de comportamento do produtor e proteção não só da sua área de cultivo como das pessoas que consomem do seu produto, para por fim, o sistema capitalista estabelecidado na Revolução Industrial, seja favoravél à coletividade.