O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 22/04/2021

No prelúdio da contemporaneidade, o uso de agrotóxico configura um problema a ser revolvido no Brasil. De um lado, as consequências geradas pelo consumo diário de agrotóxicos na alimentação humana encontram-se como o problema principal. Do outro, os impactos cometidos à natureza funcionam como mola propulsora da problemática.

Primeiramente, é relevante abordar que com o acontecimento da revolução verde entre 1960 e 1970, propiciou avanços significativos na agricultura mundial, e consequentemente brasileira. Entretanto, o que deveria ser um acontecimento totalmente benéfico, não foi devido a utilização de agrotóxicos que ocasionou no aumento drástico afetando, principalmente, à saúde dos indivíduos que consomem produtos oriundos desse meio. Prova disso é que, dados divulgados pelo site do G1, afirmam que 40 mil pessoas foram intoxicadas por agrotóxicos no Brasil em uma década. Logo, é irrefutável a ação do Poder Público com o intuito de potencializar a fiscalização na agricultura, tutelando assim, o direito à saúde, em conformidade com os direitos humanos.

Ademais, vale ressaltar que desde à Revolução Industrial, período característico pela reprodução em massa, os agricultores buscam alternativas para aumentar a produção e diminuir a perda dos produtos por pragas. Nesse sentido, visando apenas a lucratividade, os produtores utilizam defensivos agrícolas de forma inconsequente, uma vez que, são utilizados produtos com alta toxidade, ocasionando então a contaminação da agua, do ar e do solo, acarretando na morte de animais e plantas. Em confirmação, dados divulgados pela BBC News, expõem que o Brasil é o sétimo pais consumidor de agrotóxico por hectare. Dessa forma, fica clara a alta exposição química que a natureza é vitima.

Em virtude dos fatos mencionados, fica clara a necessidade de políticas públicas para resolver o problema do uso de agroquímicos no Brasil. Portanto, o Ministério da Agricultura em conjunto com a ANVISA deve agir com fiscalizações rigorosas em todas as áreas de agricultura a fim de punir os que agem contra à ordem. Além disso, O Ministério da Agricultura deve propor a criação de um regulamento “controle biológico já”, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Essa lei terá como objetivo tornar obrigatório o uso do controle biológico de pragas, a partir da utilização dos inimigos naturais da praga por no mínimo 60% da lavoura por cada proprietário. Dessa forma, diminuirá a utilização de agroquímicos no Brasil.