O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 11/11/2021

Após a Revolução Verde, as técnicas de produção agrícola sofreram uma demasiada evolução. Dentre essas técnicas, uma das que mais se tornou usual no meio de produção rural foi os agrotóxicos. Todavia, o seu uso exacerbado nos anos posteriores à implementação da técnica, levou a diversos problemas envolvendo saúde e meio ambiente. Então, faz-se necessária a discussão acerca dos agrotóxicos, tanto como sua influenciam a saúde e o meio ambiente da sociedade moderna, bem como suas suas consequências.

Diante desse cenário, é cabível uma reflexão das consequências dessa tecnologia à saúde humana. Como dito pelo Filósofo alemão Arthur Schopenhauer, “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. Essa frase ajuda a destacar a importância da saúde e de como ela está acima dos viéis econômicos, saúde essa que se encontra afetada pelo uso descontrolado de agrotóxicos, que hoje se enquadra como umas das maiores causas de morte por infecção no Brasil, afetando a água transformando-a, assim tornando ela imprópria para o consumo, ainda podendo afetar diretamente as plantas que, mesmo sem causar dano a elas, serão consumidas por humanos ou animais destinados à alimentação.

Entretanto, nem só ao ser humano essas técnicas agrícolas são maléficas. Conforme declarado pelo físico Albert Einstein, “Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade". De maneira análoga, cabe a reflexão de como nossa tecnologia influência o mundo ao nosso redor e de como nos tornamos predadores da própia natureza. Os agrotóxios são ferramentas de controle de pragas, mas essas pragas fazem parte de uma rede alimentar que, ao sofrer mudanças, pode desencadear efeitos catastróficos a fáuna e flora local, como por exemplo, a morte de um predador de ervas daninhas, interferir na competitividade fazendo assim uma espécie aumentar descontroladamente e tamém como gerar um efeito cascata,  já que o predador da praga extinta não terá sua fonte de aliemento. Todavia, o uso também pode ser prejudicial à agricultura local, tornando o solo infértil ou inaprópiado para diferentes culturas agrícolas.

Diante do exposto, torna-se necessária a tomada de medidas atenuantes ao problema abordado. Portanto, concerne ao Ministério da Agricultura e órgãos ambientais, por meio de campanhas de combate aos agrotóxicos e investimento científico, tais projetos teriam como objetivo controlar o uso indevido dessa tecnologia, através de monitoramentos periódicos as grandes produtoras agrícolas, assim como um mapeamento da fáuna, que também apontaria irregularidades no uso da ferramenta, e a pesquisa de novas técnicas de combate as pragas, objetivando a substituição dos agrotóxicos.