O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 27/03/2022
De acordo com a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, observa-se a mesma condição no que concerne aos problemas do uso dos agrotóxicos no Brasil e no mundo, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave impasse, em virtude da ineficiência das instituições governamentais e da má influência midiática acerca do assunto.
Nesse sentido, é válido ressaltar que a negligência estatal é uma causa latente da problemática. Para contextualizar, é precioso citar o ideal do chanceler alemão Birmark, “A política é a arte do possível”. Nessa perspectiva, os sistemas políticos falham na arte de garantir o pleno direito à saúde dos cidadãos, uma vez que permitem o uso de produtos maléficos em alimentos. Dessa forma, torna-se imprescindível uma análise que englobe os grupos mais afetados pelos agrotóxicos e a aplicação de novas técnicas agrárias que mudem esse cenário.
Ademais, outro fator que agrava o impasse é a falta de influência midiática em torno do assunto. Segundo a obra “A sociedade do espetáculo”, de Guy Debord, só recebe a atenção dos cidadãos aquilo que é exposto no meio midiático. Sob tal ótica, as mídias não abrem discussões sobre os danos que as exorbitantes taxas de agrotóxicos causam, como as intoxicações alimentares. Desse modo, constata-se a necessidade de atividades intervencionistas por parte dos meios de comunicação para que os cidadãos se tornem seres cientes do problema e intimem mudanças.
Portanto, urge que os meios midiáticos dos países promovam campanhas de conscientização que revelem os malefícios causados pelo uso dos agrotóxicos e a importância de combater o problema. Tal ação deve ser realizada por meio das redes sociais e canais de televisão referenciados, com o fito de propor conhecimento quanto a questão para que a população requisite mudanças aos governantes. Espera-se que assim, seja possível tornar visível a necessidade de novas estratégias no setor do meio ambiente, que influencia diretamente na alimentação – e, consequentemente, na qualidade de vida - dos cidadãos.