O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 09/07/2021
No século XVIII, a teoria malthusiana prévia uma carência alimentar devido ao crescimento significativamente diferencial na quantidade de insumos e no número de habitantes. Todavia, a revolução verde, no século XX, superou essa visão pela aplicação de tecnologia no campo, promovendo maior disponibilidade de alimentos. Dessa forma, surgiu um novo problema, o uso abusivo de agrotóxicos, que se por um lado protegem a produção, no outro podem causar sequelas na saúde humana.
Nesse contexto, em primeira análise, a necessidade de defensivos agrícolas para proteger a produção as tornam mais rentáveis. Afinal, a maior produtividade tende a gerar maiores lucros e, pela lei da oferta e da procura do economista Adam Smith, os preços dos insumos também reduzem. Assim, eles se tornam mais acessíveis a um espectro amplo de pessoas, especialmente aos de menor poder aquisitivo, ao mesmo tempo que os defensivos agrícolas tornam o produto atrativo para mercados externos - situação ótima em um mundo globalizado e competitivo.
Paralelamente, em segunda análise, o uso deserregulado de agrotóxicos promove danos à saúde. Principalmente devido aos efeitos da bioacumulação - conceito da biologia - em que alimentos entoxicados aos poucos se acumulam no organiso e dificultam a manutenção da vida - isto é, os efeitos tendem a ser tardios e são mais visíveis na população mais velha. Logo, a comunidade carente - de início mais beneficiada - protagoniza o resultado da bioacumulação, bem como nos países importadores de alimentos excessivamente contaminados.
Portanto, tendo em vista a manutenção da vida humana, faz-se imperiosa ações contra o uso desmedido desses agentes químicos. Diante disso, é dever dos Ministérios da Saúde e da Agricultura imporem a atuação mais efetiva na fiscalização no uso de agrotóxicos, a fim de afastar o abuso motivado por viés econômico e resguar o bem-estar populacional. Tais medidas serão realizadas por intermédio da atuação técnica de fiscais tanto durante a produção do alimento, quanto na venda em postos varejistas e atacadistas. Por fim, em destaque, deve ocorrer uma ampla campanha nacional que apresente técnicas alternativas ao uso de agrotóxicos.