O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 17/07/2021

No cenário internacional há uma preocupação com o manejo de substâncias químicas na agricultura, contudo, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Diante disso, observa-se no contexto nacional a crescente flexibilização de agroquímicos e, em decorrência, nota-se os impactos na sociedade e no meio ambiente. Nesse viés, superar tamanha divergência é um desafio.

Em primeira análise, a falta de leis brasileiras rígidas para o emprego de pesticidas acarreta no uso indiscriminado dessas nas lavouras. Conforme o atlas “Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e conformidade com a União Europeia”, dos 504 tipos de agroquímicos relativos na nação, 30% deles são proibidos em países europeus, devido aos comprovados riscos à saúde. Nesse contexto, perceba que a legislação no país quanto ao uso de químicos na agricultura é mais permissiva comparada ao ambiente mundial. Na linha da mesma, um exemplo em 2020, o Ministério da Agricultura registrou 150 novos agrotóxicos para utilização dos produtores, demosntrando o aumento do uso dessas substâncias. Logo, evidencia-se a necessidade de equílibrio nas regulamentações dos defensivos agrícolas.

Outrossim, o uso de pesticidas sem controle traz consequências ambientais e sociais para a sociedade brasileira. Do mesmo modo, o documentário “O veneno está na mesa” de Silver Tendler crítica a banalização da utilização de agroquímicos e dimensão a contaminação dos recursos naturais e dos danos à saúde pública ocasiados por esses produtos. Assim, entende-se a natureza e o corpo civil como vítima do emprego desenfreado de agrotóxicos. Sob a perspectiva do conceito biológico de magnificação trófica, a bioacumulação de substâncias tóxicas ao longo da cadeia alimentar, portanto a contaminação é crescente entre a flora, a fauna e a humanidade. Dessa forma, observa-se a intrínseca relação do “efeito dominó” entre a natureza e o ser humano.

Fente a tais questões, é primordial a ação estatal na problemática. Diante do exposto, cabe ao Ministério da Agricultura promover uma jurisdição rígida com o objetivo de controlar o uso de agrotóxicos no Brasil por meio de recebimento agronômico que regularizar o uso do químico, monitorar seu manejo e eliminar os pesticidas banidos internacionamente. Ademais, o Ministério da Saúde com o Ministério do Meio Ambiente deve implantar projetos socioambientais por meio de campanhas informacionais acerca do manuseio adequado de agrotóxicos para produtores e trabalhadores rurais, além de anterior com uma população sobre os perigos dos agroquímicos na alimentação, de forma a incentivar o consumo de produtos orgânicos e o fim de minimizar os riscos dos tóxicos na saúde social e ambiental. Dessa maneira, haverá a inserção do Brasil  na pauta mundial.