O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 15/09/2021
A naturalização do uso de agrotóxicos ocorreu na chamada Revolução Verde, que possuía como vertente prioritária a redução da fome mundial. No entanto, no atual contexto, pode-se afirmar que essa utilização tem como principal objetivo o aumento da produtividade para garantir o lucro dos colaboradores envolvidos, sem, contudo, avaliar as consequências dessa aplicação para o meio ambiente e para a saúde humana. Nesse sentido convém analisar as causas e as soluções viáveis para atenuar essa problemática.
Deve-se analisar, de início, como a flexibilização do uso de agrotóxicos contribui para a poluição dos recursos naturais, como o solo e a água, bem como afeta diretamente a biodiversidade. Hoje, sabe-se que a economia brasileira depende, majoritariamente, das exportações dos produtos agrícolas, e que tal conjuntura, reflete na necessidade da utilização de pesticidas para garantir com efetivação as colheitas. O fato é que, segundo os relatórios ambientais da ONU, Organização das Nações Unidas, o uso exacerbado dos defensivos agrícolas, em longo prazo, proporciona a contaminação dos lençóis freáticos, a redução da fertilidade dos solos e, principalmente, afeta a biodiversidade, já que são usados para impactar insetos indesejáveis. Dessa forma, observa-se a necessidade de reverter tal panorama para garantir a preservação ambiental.
Somado a isso, é essencial compreender como o uso dos pesticidas proporciona o desenvolvimento de enfermidades nos seres humanos. Como visto anteriormente, o Brasil se destaca no consumo de agrotóxicos decorrente do avanço do agronegócio. Sob tal perspectiva, pode-se afirmar que para garantir a manutenção da lucratividade e o bom desempenho da plantação, o país também permite o uso de determinados agrotóxicos que comprometem a saúde humana e por isso são banidos em outros países. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, os principais afetados por essa utilização são os agricultores, que possuem contato direto durante a aplicação, o que pode resultar no desenvolvimento de problemas respiratórios, irritação de pele e patologias, como o câncer.
Diante disso, é necessária uma ação efetiva por parte do Governo, instância máxima de administração executiva, que consistiria na elaboração de leis rigorosas a respeito do uso e aprovação dos pesticidas e na priorização de investimentos para aumentar a fiscalização, com o objetivo de diminuir a contaminação do meio ambiente. Além disso, é necessária a elaboração de campanhas de cunho informativo, através dos meios de comunicação, como publicações nas redes sociais. Nessa campanha, devem ser abordados os impactos negativos dos agrotóxicos para a saúde humana, a fim de conscientizar os representantes das empresas e garantir o desenvolvimento integral dos cidadãos.