O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 27/08/2021

Segundo a Primeira Lei de Newton, um corpo tende a permanecer em inércia quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo, que segue sem uma intervenção efetiva. Nesse contexto, nota-se que o problema está arraigado na atualidade, seja pela falta de de debate, seja pela priorização dos interesses financeiros.

Primordialmente, é mister atentar para a falta de debate presente na questão. Sob esse viés, Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas tem sido silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, vê-se uma lacuna no que tange ao debate em torno do uso de pesticídas, que tem sido silenciado, provocando uma falta de conhecimento, pois, conforme Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento de mundo. Diante disso sem diálogos massivos e esclarecedores, a resolução da questão fica complexa.

Convém ressaltar, ademais, que a priorização dos interesses financeiros é um dos fatores determinantes para a persistência do problema. Dessa forma, Theodor Adorno foi o filósofo que cunhou o conceito de indústria cultural, para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural. Sob essa lógica, questões como a do uso descontrolado de agrotóxicos florescem em virtude da supremacia dos interesses financeiros, e isso está intrínsicamente ligado ao individualismo exacerbado, em consonância com o que Bauman defendeu. Dessarte, urge a necessidade de atitudes para a mudança desse cenário.

São essenciais, portanto, medidas operantes para a reversão dos problemas discutidos. Destarte, as escolas, em parceria com as prefeituras, devem disponibilizar espaços para rodas de conversa e debates sobre o uso de pesticídas, no ambiente escolar. Tais debates podem ser realizados no período extra-classe, contando com a presença do corpo escolar e de convidados especialístas no assunto. Tais encontros devem ser abertos à comunidade em geral, a fim de que a população discuta e veja a necessidade de viver em harmonia com o ambiente, para se ter uma sociedade saudável e baseada na Constituição.