O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 29/08/2021
Durkheim defendia que a sociedade prevalece coercitivamente sobre o indivíduo. Nesse sentido, uma sociedade, em contraposto a interesses econômicos desenfreados, construiu um estigma histórico social em que o uso exagerado de produtos tóxicos, para aumentar a produção, tornou-se banal, marcando, u8juhyinconsequentemente, um sistema que possibilita a continuidade de um ciclo ocioso. Dessa forma, destacando a necessidade de analisar os princípios capitalistas.
Em primeiro lugar, é relevante analisar o impacto de fatores históricos. A princípio, a Revolução Verde, tinha a intenção de extinguir a fome do país por meio da modernização do campo e com uso intensivo de agrotóxicos, para aumentar a produção em massa. Esse fator foi eficaz ao ampliar as terras agricultáveis, entretanto, ao expandir as exportações, uma grande parcela da população continuou em estado precário, já que a produção não estava no mercado interno, logo, demonstrando um descaso com a comunidade ao modificar a verdadeira ideia do uso de agrotóxicos, que é aumentar o lucro. Desse modo, é visível um paradoxo que reflete até os dias de hoje.
Ademais, é cabível destacar a inércia frente a problemas sociais. Segundo Bauman, sociólogo polonês, a modernidade é o período em que a expansiva autonomia do homem ganha destaque em relação a vida social. Em consequência, houve a ascensão do individualismo, que salienta a indiferença com a preocupação ao futuro, na utilização intensiva de agrotóxicos, tanto com problemas de saúde como a responsabilidade ecológica. Assim, essa lógica justifica essa despreocupação do homem com a natureza, por exemplo, ao afetar a cadeia alimentar. Enfim, evidenciando a necessidade da intervenção imediata no uso intensivo de insumos agrícolas.
Portanto, analisando um contexto histórico e um fato social é perceptível a urgência da preocupação ecológica. Nessa conjuntura cabe ao Ministério da Agricultura, responsável pela gestão de políticas públicas de estímulo à agropecuária, impor políticas sustentáveis, ao salientar a importância de preservar a terra hoje para evitar futuros transtornos, estimular a redução de agrotóxicos intensos, em grandes e pequenas terras, com auxílio de aulas educativas que ensinem alternativas mais eficazes e menos agressivas, de modo que gere um novo ciclo de pessoas conscientes e que, não seja inseguro ingerir alimentos, antes saudáveis, devido ao uso supremo de toxinas.