O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 02/09/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, assegura o bem estar, o lazer, a segurança, entre outros princípios básicos de direitos dos cidadãos. No que tange à prática, algumas garantias do plano não são exercidas de forma eficaz, em destaque a saúde dos indivíduos, visto que há um uso exacerbado de agrotóxicos no Brasil e no mundo. Logo, é imprescindível analisar o motivo da quantidade indiscriminada desses produtos e o pouco conhecimento sobre o prejuízo desses na saúde dos indivíduos.
Nessa perspectiva, é inegável que, em favor do sistema capitalista e o incentivo dessa estrutura econômica para geraçação do lucro, há o alto uso, em diversos países, de agrotóxicos nos alimentos, para uma boa aparência e que consequentemente sejam mais vendidos. Sob essa ótica, o Brasil se destaca nesse aspecto, visto que, possui majoritariamente fonte de renda advinda da produção primária. Prova disso, é o estudo que a Anvisa liberou sobre o uso de pesticidas ser empregado acima do permitido em frutas e legumes no território brasileiro. Tendo em vista essa questão, esses produtos que combatem as pragas nos alimentos estão sendo utilizados para além desse benefício, em prol da gananciosidade do ser humano. Portanto, é necessário medidas que atenuem o uso dessas substâncias tóxicas, em busca de uma vida plena dos indivíduos.
Outrossim, é evidente como o imeadiatismo da rotina dos cidadãos coopera para a alienação desses acerca dos alimentos, devido a consumação dos produtos sem a busca de informação da quantidade de agrotóxicos presente nesses legumes, verduras e frutas. Esse processo é evidenciado no documentário “O veneno está na mesa”, dirigido por Silvio Tendler, no qual aborda sobre o alto uso de substâncias tóxicas na agricultura do Brasil e as consequências para os habitantes, como a intoxicação e o câncer. Nesse sentido, com a obra cinematográfica, fica claro a necessidade de ações que melhorem essa situação, tanto para a população urbana quanto aos trabalhadores rurais, que se encontram expostos diretamente pelos herbicidas.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas que possam reverter esse quadro. Diante disso, a Organização Mundial da Saúde,-órgão de extrema influência-, deveria ser mais rigorosa em relação a liberação do uso de agrotóxicos, através de lei e fiscalização com maior rigor nos países, com o fim de diminuir essas substâncias nos alimentos. Além disso, os veículos midiáticos poderiam mostrar com mais frequência acerca do alto uso de pesticidas, por meio de notícias e propogandas que mostrem os riscos, com o intuito de alertar as populações, para assim preferirem alimentos orgânicos. Com isso, se estabeleceria, ao longo prazo, um bem estar social nas populações.