O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 07/09/2021

A Revolução Verde, iniciada no século XX, possibilitou uma alteração significativa na maneira de produção agrícola, aumentando a produtividade, por intermédio de máquinas, transgênicos e defensivos agrícolas. Conquanto, mesmo com o efeitos benéficos possbiltados por esse evento,o uso desmedido, principalmente, dos agrotóxicos, hodiernamente, configura-se como um desafio preocupante, principalmente,para a sociedade brasileira.Dessa maneira, estando entre os fatores responsáveis pela problemática não só o uso execessivo pelos produtores, mas também a flexibilização das leis.

Em primeira análise, é indubitável que a grande demanda por gêneros alimentícios, possibilita que os proprietários das lavouras visualizem os pesticidas como um meio de garantir uma produção rápida.Essa atitude vai de encontro ao pensamento de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, ao afirmar que o maior erro que o ser humano pode cometer é sacrificar a sua saúde em detrimento de qualquer outro benefício. Sob esse viés, seguindo o pensamento do intelectual, concomitantemente, que o uso dos agrotóxicos buscam combater as pragas agrícolas e corresponder a demanda do mercado, caso usados de maneira desmedida e não legal,interfere,negativamente, na qualidade de vida dos consumidores. Isso, por sua vez,pode ser exemplificado por episódios do programa televisivo “Profissão Reportér”, que demonstrou o quadro crítico de saúde de pessoas infectadas por agratóxicos.

Em segunda é imperioso ressaltar que a complacência do Governo para com o interesse dos grandes latifundiários acaba por interferir no bem-estar da população.Com efeito, segundo Gilberto Dimenstein, jornalista brasileiro, embora as leis sejam garantidas na legislação, na prática elas não ocorrem, já que são subtraídas pelo Estado. Nessa perspectiva, mesmo que a Constituição Federal assegure o direito à saúde e qualidade de vida a todos os cidadãos, tal prerrogativa não é reverberada, pois é notório que o Governo privilegia os grandes agricultores, independentemente dos riscos que podem ser gerados para a população, tal fato pode ser comprovado por dados do jornal “O Tempo”, demonstrando que no ano de 2019, foram registrados quase quinhentos novos agrotóxicos no Brasil.

Destarte, mais medidas são necessárias para a resolução do impasse. Logo, cabe ao Ministério da Agricultura coibir o uso de agrotóxicos-de intermediário e grande risco- por meio de pesquisas e auxílios que busquem desenvolver a agricultura orgânica, podendo incentivar os produtores a substituir os pesticidas por predadores naturais, com o fito de assegurar uma melhor qualidade de vida à população. Outrossim, é dever do poder Judiciário garantir punições mais severas aos políticos que negligenciam o bem-estar dos brasileiros. Como efeito social, haverá o uso comedido dos agrotóxicos, permitindo que o avanço científico, possibilitados pela Revolução Verde, sejam consolidados de maneira benéfica.