O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 30/09/2021

O agrotóxico é um produto quimíco utilizado para prevenir pragas na agricultura com o intuito de se obter uma colheita melhor e com mais produtividade, mas ao mesmo tempo que ele ajuda o agricultor também provoca efeitos colaterais no ser humano e na natureza, pois o próprio nome já diz: agro (agricultura) e tóxico (veneno), afeta desde um pequeno inseto até o ser humano. O agrotóxico contamina o solo, a água, o ar, além do que, estudos realizados pelo Ministério da Saúde, comprovam que doenças como câncer cerebral, doenças crônicas nos rins, mal de Alzheimer, autismo são provocados por agrotóxicos. Seu uso teve início, pela primeira vez no Brasil na década de 40, na Era Vargas, e que a partir desse período o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo se expandiu.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Agricultura, entre 1999 e 2012, o Brasil teve 114.598 casos de intoxicações agudas provocadas por agrotóxicos, e 25% desses casos envolveram crianças. Como se não bastasse, o Brasil lidera o ranking mundial em consumo de agrotóxicos com 70% dos alimentos consumidos estarem contaminados e 28% dos alimentos contém substâncias químicas não autorizadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Salienta-se ainda que, a expansão do cultivo e a exportação de soja no Brasil foram decisivos para o aumento do seu uso.

Em contraste ao exposto, a União Européia tem critérios mais rígidos quanto a capacidade de uso dos agrotóxicos em relação ao Brasil, pois sabem que os riscos e os danos à saúde são irreversíveis, mesmo sendo na Europa a sede das principais empresas fabricantes de agrotóxicos, ela é lider em pesquisas científicas que denunciam severamente, há anos, os riscos à saúde que eles causam. Já no Brasil, a entrada desses agrotóxicos mais severos são livres e estão presentes em alimentos do dia a dia dos brasileiros, como: o morango, a alface crespa, a maçã, o milho, o pimentão verde, o tomate, a soja, entre outros alimentos.

Em conclusão, cabe ao Ministério da Saúde e aos Poderes Legislativos reduzirem impostos de produtos orgânicos (alimentos sem uso de agrotóxicos), por meio de valores de pedágios e IPTUs (Imposto Predial e Territorial Urbano) mais acessíveis, com o objetivo de favorecerem a agricultura orgânica ao redor das pequenas, médias e grandes cidades, com a finalidade de ampliar os locais de comercialização destes produtos saudáveis para toda a população, como feiras livres. Cabe também a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias) apoiar pesquisas em orgânicos e de sustentabilidade ambiental, por meio da divulgação em comerciais televisivos, com o objetivo de fazer o consumidor aderir ao plantio de orgânicos, e com isso, diminuir o consumo de alimentos com agrotóxicos, os quais são severamente perigosos à saúde.