O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 28/09/2021

O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

A agricultura é uma atividade que, dentre tantos benefícios, tirou a condição de nômade do homem e o permitiu se fixar num local. Atualmente, leis sobre diminuir a burocratização no uso de agrotóxicos nas plantações prosseguir no congresso. Nesse contexto, ser necessário conciliar os interesses dessa nova lei já que, ao passo que o uso desses produtos químicos melhora a produtividade, concomitantemente, provoca impactos ao meio ambiente e aos seres vivos.

Em primeira instância, cabe pontuar que viver em harmonia com o meio ambiente é tido como uma habilidade das espécies segundo a visão do diretor da fundação Greenpeace, Paul Watson. Ao contrário desse pressuposto, o uso de agrotóxicos sem qualquer tipo de regulamentação fere esse princípio de harmonia proposto pelo Watson, uma vez que os impactos são diversos, tais como poluição de solos e rios pelo potencial químicos dos produtos e prejuízo aos seres vivos ao se alimentarem de orgânicos contaminados pelos pesticidas. Sendo assim, é discutível a regulamentação da lei do uso desses produtos químicos para amenizar seus efeitos nocivos à natureza e aos seres vivos.

Ademais, convém frisar que o uso de agroquímicos nas plantações traz uma melhora significativa na produtividade. Ao afirmar que a população cresce numa proporção geométrica e maior do que os alimentos, ocasionando, portanto, fome no mundo, Thomas Malthus não levou em consideração as novas tecnologias do futuro que iriam invalidar essa sua previsão, tais ferramentas são os agrotóxicos que combatem pragas das plantações e permite uma maior produtividade. Dessa forma, é evidente o erro que seria proibir o uso desses defensivos já que acarretaria na perda da produção de alimentos.

Dessa maneira, impõe a necessidade de medidas enérgicas para equilibrar os interesses divididos sobre o uso desses químicos. É essencial que as autoridades públicas se reúnam com os representantes da bancada ruralista e ambientalistas para debater os problemas e benefícios de ambos os lados e fazer com que partes desses interesses prevaleçam, isto é, tanto permitir o uso dos agroquímicos, quanto regulamentar seu uso. Além disso, os ministérios competentes devem fiscalizar as indústrias de alimentação para que elas comuniquem a população, por meio de informações nas embalagens, sobre o uso desses defensivos para que as pessoas se alimentem conscientes e possam fazer suas escolhas sobre consumir ou não esse tipo de alimento. Assim, espera-se uma melhor harmonização da sociedade, já que estará atendendo aos interesses diferentes.