O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/09/2021
Quando a Revolução Verde veio na segunda metade do século XX causou um enorme avanço na nossa agricultura com novos meios de plantio e com o uso de agrotóxicos que aumentaram a nossa produção, porem o uso abusivo e sem fiscalização causaram enormes danos ambientais e para a saúde humana, tornando se necessárias novas regulamentações para o uso de agrotóxico para preservar a vida da natureza e a humana.
Analisando tal problema vemos suas consequências devastadoras, aonde de acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o brasileiro consome cerca de 7,6 litros de agrotóxico por ano em números brutos, incluindo plantações que não dão origens a alimentos. A ONU também afirma que os agrotóxicos estão relacionados com doenças como arritmias cardíacas, lesões renais, câncer, alergias respiratórias, doença de Parkinson, fibrose pulmonar, entre outras. No Brasil, estudos na Chapada do Apodi, Ceará, e na Universidade Federal do Mato Grosso já mostraram consequências negativas dos agrotóxicos para a saúde humana. Nos últimos anos vemos 115 mil casos de intoxicações agudas causadas por agrotóxicos sendo 25% desse número crianças, mostrando o quão nossa população está vulnerável a essas doenças graves.
Outro problema grave causado pelo uso de agrotóxicos desenfreado é o dano ambiental causado, além da contaminação dos alimentos, do solo e das águas, o uso de agrotóxicos altera um processo natural e pode empobrecer o solo, fazendo com que se expanda as áreas cultivadas e se desmate mais. Além disso, boa parte das sementes disponíveis no mercado são modificadas e já dependentes dos agrotóxicos, fazendo com que os agricultores dependam desses químicos em suas plantações. E isso é amplificado pelas Leis fracas do Brasil, aonde segundo o atlas “Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia”, da geógrafa Larissa Lombardi, dos 504 tipos de agrotóxico permitidos no Brasil, 30% são proibidos na Europa pelos riscos comprovados à saúde.
Para revolver isso e evitar que os impactos na saúde humana e no meio ambiente continuem e piorem é preciso que o ministério da agricultura proíba o uso de agrotóxicos que causem grandes danos a saúde e que não sejam vitais à agricultura, isso deve ser feito fazendo uma análise das leis de outros países e seguir seus passos proibindo os mais perigosos. Outra alternativa a ser aplicada é o uso do controle biológico de pragas, e incentivo à agricultura familiar que usa zero ou pouquíssimos agentes tóxicos e assim indo diminuindo os riscos à saúde humana e ao meio ambiente.