O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 05/10/2021

Apesar de muito desenvolvimento, o avançar dos séculos trouxe ao ser humano diversos retrocessos, o que se reflete nos atos mais básicos da sobrevivência: “matar”, com qualidade, a fome e a sede. Pelo que se observa, muitos governos — não somente, como aparenta fazer, o vigente — parecem não se importar muito com a saúde e bem estar do povo, mas, acima de tudo, com apoio e, com isso, sua continuidade no poder, pelo que o país caminha como caminha. Além disso, é identificável que, a esmagadora maioria dos consumidores, por não saberem identificar produtos tóxicos — ou sequer saberem que isso existe — nos supermercados, ficam totalmente de mãos atadas.

Ao que parece, o presidente Jair Bolsonaro parece governar, por via de regra, acenando e favorecendo suas bases, da qual fazem parte muitos agricultores. Prova disso é que, segundo o jornal O Tempo, no ano de 2019 o governo superou os 14 anos anteriores e liberou incríveis 474 agrotóxicos e, segundo o site g1, desde o início até o atual momento de 2021, o atual governo já liberou nada mais nada menos do que 411 pesticidas, produtos que, por um lado, livram de pestes as plantações, entretanto, por outro, são a terceira maior causa de intoxicação no Brasil.

Observadamente, até no campo impera o modo capitalista selvagem de viver; um modelo iniciado na Segunda Revolução Industrial, o qual determina que o importante é produzir mais, e mais, e mais, e que fomentou o início do fordismo e, mais posteriormente, do toyotismo, tendo com aquele em comum, embora suas grandes diferenças, isto é, um atuando no campo, outro nas fábricas, um preceito: a produção em larga escala, e, com este, o princípio do não desperdício. E, tal qual no processo fabril o consumidor das máquinas talvez não fizesse ideia de que muitas delas haviam sido feitas com grande exploração dos operários, os das frutas e verduras não sabem como se dá o processo de conservação delas.

O quanto antes, o Ministério da Agricultura deve determinar, mediante uma lei, por parte, primeiramente, dos grandes estabelecimentos vendedores de frutas e verduras, a disponibilização aos consumidores de biossenssores capazes de deterctar agrotóxicos [nos alimentos], como um já desenvolvido na UFMT, para que possam ter ciência se e, se sim, o quanto ingerirão de defensores agrícolas. Ademais, ao próprio povo brasileiro, como um todo, desvencilhando-se ideologias e apegando-se à defesa de um bem maior, a sua saúde, cabe cobrar, nas ruas e redes sociais, o eleito governo, por vontade da maioria absoluta, medidas em proteção dele, a fim de pressioná-lo a recuar na aprovação de pesticidas e, ainda, na proibição de já aprovados.