O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/09/2021
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) o Brasil é líder mundial no uso de agrotóxicos. Essa totalidade discute uma questão de saúde pública, porque os relatórios anuais da Organização das Nações Unidas (ONU) alertam para os perigos dessas substâncias ao organismo humano. Dessa forma, tem-se uma discussão econômica, ambiental e de saúde, na qual geram argumentos a favor do agronegócio e outros contra pela hostilidade tóxica à saúde. Então, a questão é colocar em equilíbrio as problemáticas futuras e viabilizar a seriedade da situação frente sua população.
Nesse contexto, percebe-se um debate contínuo no cenário brasileiro quanto ao uso de herbicidas, fungicidas e outros. Mas, embora o cientificismo normatize artigos que provam os malefícios aos seres humanos e o Sistema de informação de Agravos de Notificação (SINAN) e a própria ONU relatem os prejuízos hormonais, psicológicos e neurais aos humanos, o que prevalece é a ausência de ações administrativo-política pelas quais venham inibir essa demanda tóxica crescente nos alimentos e, consequentemente, à fisiologia dos seres bióticos e abióticos de modo geral.
Ademais, é notória a precisão em aumentar a produtividade e eliminar pragas em plantações, todavia, essas iniciativas não são ecologicamente viáveis por gerarem hostilidades em longo prazo, começando pela contaminação de mananciais, peixes, e toda cadeia produtiva subaquática. Então se a questão em utilizar agrotóxicos é mais barato frente técnicas, também polêmicas, como o uso da biotecnologia, transgênicos e alimentos geneticamente modificados, a contradição estará em gastos maiores pelo aparecimento de novas doenças, ainda mais difíceis de curar no futuro. Portanto, precisa haver um diagnóstico de situações concretas, buscando equacionar os impasses causados aos ecossistemas e seus constituintes.
Com base nessas considerações, a necessidade em diminuir gradativamente o uso é permitir cuidados ecológicos junto à fauna e a flora, e pensar num futuro mais promissor. Entretanto, soluções ainda precisam integrar medidas qualitativas e eficazes no combate ao excesso de agrotóxicos. Para tanto, o Ministério da Saúde e seu ministro Gilberto Occhi devem revisar as leis que viabilizam a entrada desses produtos, a fim de torná-las justas à saúde humana. Realizando essas medidas, os indivíduos em sociedade terão uma vida mais próspera e isenta de malefícios.