O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 17/10/2021
Em 2002, foi à votação, no Congresso Nacional o Projeto de Lei 6.299, conhecido como PL do Veneno, que busca flexibilizar o uso de agrotóxicos no país. Nesse sentido, percebem-se os efeitos do uso de agrotóxicos no Brasil como uma ação nociva à saúde humana e à natureza, visto que tais produtos têm a capacidade de causar a intoxicação dos cidadãos e a infertilidade de solos agricultáveis. Dito isso, é válido ressaltar os impactos da temática, a qual tem relação direta com a logística de mercado capitalista, e, dessa forma, propor medidas de combate a essa.
À luz dessa perspectiva, constata-se a inserção da produção agrícola na dinâmica de mercado capitalista como agente causadora do problema abordado. Sob esse viés, os agricultores visando maximizar os lucros, haja vista a influência do capitalismo, recorrem aos agrotóxicos como método de controle de pragas e doenças danosas à produção e, consequentemente, à lucratividade. Porém, tal medida configura-se como nociva à homeostase humana, evidenciado que, segundo o IBAMA, o Brasil, em 2017, utilizou uma quantidade desses produtos acima da recomendada, o que resultou na intoxicação dos consumidores e dos trabalhadores rurais, responsáveis pelo manuseio desses produtos tóxicos. Sendo assim, corroboram-se os malefícios oriundos da utilização inadequada dos agrotóxicos, cenário o qual se agrava pela influência da lógica mercadológica da sociedade capitalista.
Outrossim, salienta-se a ineficácia da forma de uso dos agrotóxicos mediante ao pensamento capitalista, como atesta a “Teoria da Seleção Natural”, do biólogo Charles Darwin. Dentro desse prisma, segundo o teórico, os pesticidas não são eficientes em longo prazo, pois, estes matam as pragas menos resistentes e, consequentemente, seleciona as mais resistentes, necessitando, assim, de substâncias mais pesados, o que se perpetuaria em um ciclo vicioso. Seguindo esse raciocínio, é notório os efeitos negativos do uso dessas substâncias, haja vista que o uso intenso deles nas plantações, dado o ciclo vicioso supracitado, ocasiona a perda de nutrientes cruciais para a fertilidade do solo e a intoxicação dos cidadãos brasileiros.
Em vista do exposto, constata-se a emergência por medidas governamentais com o objetivo de conter a expansão da problemática. Portanto, cabe ao Ministério da Agricultura criar o projeto “Agroecológico”, o qual deve incentivar a redução do uso de agrotóxicos na produção agrícola, por meio de subsídios federais, provenientes da verba repassada para o ministério, para que, assim, os produtores possam investir em uma produção mais orgânica, sendo esta benéfica para à homeostase humana e à fertilidade do solo. Dessa maneira, não será necessária a aprovação da PL do Veneno para efetivar o objetivo da logística de mercado capitalista.