O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 29/11/2021
Na pré história, existe um período chamado Neolítico, no qual os grupos humanos inventaram a agricultura e pela primeira vez desenvolveram técnicas agrícolas. Nesse sentido, essa tecnologia ainda é amplamente utilizada, não só no Brasil, como ao redor do globo, sendo indispensável para o modelo de sociedade construído. Entretanto, a criação e uso dos recentes agrotóxicos (substâncias químicas utilizadas para matar pragas) tem gerado polêmicas, devido seus possíveis efeitos nocivos aos alimentos e consumidores finais. Nesse âmbito, é necessário reduzir o uso excessivo desses produtos, por causa que geram tanto impactos ambientais quanto sanitários em todo o mundo.
Nesse viés, o uso incessante de agrotóxicos causa um desequilíbrio ambiental, que muitas das vezes pode ser irreversível. Isso posto, por serem elementos artificiais, acabam por gerar a contaminação do solo e dos cursos de água, de modo a alterar um processo natural que empobrece o solo, fazendo com que se desmate demasiadamente e torne as áreas afetadas inutilizáveis. Por conta disso, é de suma importância que medidas sejam tomadas, a fim de salvar as localidades ainda não destruídas.
Outrossim, esses defensivos agrícolas ocasionam no desenvolvimento de diversas doenças em todas as pessoas envolvidas neste processo. Dessa maneira, tanto os produtores rurais que estão em contato direto com isso, quanto os clientes que ingerem grande parte dessas substâncias tóxicas, uma vez que ele permanece nos alimentos, mesmo depois de lavados. Desse modo, de acordo com o Relatório Nacional de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos, publicado em 2018, foram notificados mais de 84 mil casos de intoxicação por agrotóxico entre 2007 e 2015, logo, torna-se evidente que é urgente interromper o uso descontrolado desse recurso agrário.
Portanto, transformações que auxiliem no combate dos agrotóxicos em excesso, e, consequentemente condicionem o retrocesso das mazelas já geradas por tal atividade, são imprescindíveis. Nessa lógica, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, principal órgão responsável por esse impasse, disponibilizar aos produtores as ferramentas e mecanismos necessárias para não utilizarem mais os pesticidas, por meio do aumento do percentual do PIB destinado para eles. Assim, o uso seria deverasmente reduzido, gerando uma melhora na qualidade de vida de todos os envolvidos direta ou indiretamente. Do mesmo modo, cabe ao Ministério da Saúde, instituto governamental ajuizado pelo bem estar do povo, fazer propagandas alertando sobre os malefícios dos agrotóxicos, através de comerciais realizados na televisão. Destarte, os cidadãos não comprariam tais produtos, o que forçaria os criadores a opterem por outras opções para manterem seus lucros.