O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 01/12/2021

Desde que os humanos deixaram os nômades no Neolítico, a agricultura parece ser um fator inerente à sobrevivência da sociedade. Desde então, o manejo do solo e dos alimentos não parou de melhorar, tendo o maior sucesso na Revolução Verde dos anos 1950, que introduziu agrotóxicos na economia brasileira e promoveu o desenvolvimento do agronegócio. Porém, com a permissão para o uso desses agrotóxicos, nosso país se tornou o maior consumidor do mundo, o que mostra que isso representa uma ameaça à saúde humana e ao meio ambiente. Na verdade, é preciso implementar medidas que dialoguem com a economia e com a sustentabilidade.

Em uma primeira análise, a agricultura de exportação existe como herança colonial e ainda hoje é um ator importante no PIB do país. Ao mesmo tempo, o surgimento de empresas de insumos agrícolas ocasionado pela Revolução Verde ajudou o Brasil a ganhar um status de destaque internacional como exportador agrícola. No entanto, esse crescimento da agricultura brasileira fez com que empresas como Monsanto, Bayer e Syngenta tivessem um grande impacto na tomada de decisão do setor, visando obter maiores lucros com o uso em larga escala de seus produtos químicos, prejudicando a saúde alimentar.

Nesse clima, o termo “revolução verde” soa irônico, pois o Ministério da Agricultura pretende promover a legalização de produtos que foram proibidos na UE e nos Estados Unidos, o que vai de encontro à “revolução”, que significa sistema e “verde.”, é entendido como uma coisa natural. Não por acaso, a Organização das Nações Unidas divulgou um comunicado ao governo brasileiro em junho de 2018, alertando que se for mais fácil legalizar os agrotóxicos, isso causará danos à saúde pública e ao meio ambiente.

Portanto, diante da indiscutível necessidade de promover a segurança alimentar sem afetar a economia brasileira, a Secretaria do Tesouro deve destinar recursos ao Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Social, que deve selecionar em conjunto cientistas e pesquisadores por meio de licitações públicas para o desenvolvimento da agroecologia, Por exemplo, o uso de microrganismos naturais e pesticidas biológicos na agricultura reduzirá a quantidade de pesticidas e seus efeitos nocivos na sociedade. Portanto, além de promover o desenvolvimento da tecnologia e do emprego, o dossiê da Abrasco, instituição que estuda a ecologia agrícola, prevê que esse novo aspecto dobrará a produtividade dos empreendimentos agrícolas, será economicamente lucrativo, mais sustentável e socialmente justo.