O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 07/08/2022
‘‘A primeira condição para alterar a realidade é reconhecê-la’’, a frase dita pelo escritor uruguaio Eduardo Galeano entra em acordo com a contemporaneidade, havendo a necessidade de retirar o tema da invisibilidade e reduzir o uso dos agrotóxicos. De modo que, os entraves permaneçam em alta na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: negligência governamental e impassibilidade dos indivíduos.
Cabe mencionar, em primeiro plano, a negligência do governo como agravante no revés. Sob essa lógica, o filósofo inglês Thomas Hobbes defendia a ideia de que o Estado tem obrigação de promover meios que auxiliem o progresso comum. Todavia, essa tese não se aplica à conjuntura hodierna, uma vez que as autoridades governamentais, a exemplo do Governo Federal, não agem para criar ações que resolveriam o uso excessivo dos fitossanitários, como, por exemplo, criando sistemas fiscalizatórios e dificultando o acesso aos defensivos agrícolas. Logo, não é justo que a máquina pública protagonize - com sua omissão de dever - a manifestação desse problema social no Brasil.
Ademais, é notória a impassibilidade dos indivíduos como coadjuvante na questão. Acerca disso, o ‘‘imperativo categórico’’, conceito trabalhado pelo filósofo prussiano Kant, afirma que os indivíduos devem agir com base em ações que gostariam de ver aplicadas como uma lei universal. No entanto, parte expressiva do tecido civil, em vez de apoiar o uso de orgânicos e alimentos sem pesticidas - o que poderia ser feito com a escolha de alimentos com imperfeições e variados tamanhos, sem priorizar os ‘perfeitos’ -, por exemplo, age com indiferença e descaso, criando um ambiente fomentador do uso dos agroquímicos.
Portanto, é necessário a adoção de medidas que reduzam o uso dos agrotóxicos no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal - incumbido das demandas sociais e criações de leis -, por meio dos cofres públicos, a elaboração de uma taxa máxima de herbicida por item e o aumento dos impostos na obtenção, a fim de propiciar mais saúde para a população consumidora, garantindo a saúde prescrita na constituição vigente na pátria. Somente assim, a realidade poderá ser alterada.