O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 12/08/2022
O artigo 225 da Constituição Federal assegura o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à sadia qualidade de vida e preservado para gerações futuras. Contudo, ao analisar o uso de agrotóxicos e seus impactos, percebe-se que há uma enorme discrepância se comparado ao que é previsto em lei. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a grande desinformação da população e ineficácia das políticas públicas.
Em primeira análise, evidencia-se que a ignorância geral quanto ao uso dos produtos químicos sintéticos é alarmante e permite que a situação se perpetue. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil atingiu o pico do uso de agrotóxicos em 2020. Pesquisas como essa provam que com o decorrer do tempo, o país abusa cada vez mais dessas substâncias químicas, enquanto a população se mantém alheia dos fatos.
Além disso, é notório que mesmo sendo uma problemática de conhecimento estatal, existe uma desmesurada omissão por parte do governo. Desse modo, podemos afirmar que essa omissão vai contra o Contrato Social do filósofo John Locke, onde o povo cede sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir direitos básicos a ele. Consoante a isso, a comunidade brasileira não está, evidentemente, obtendo seus direitos, posto que é exposta a produtos prejudiciais à saúde quase que diariamente e tem seu ecossistema prejudicado.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir o demasiado uso de agrotóxicos no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Agricultura buscar alternativas a eles, por meio de vetos a novos químicos nocivos e propostas ao aumento da rigidez na lei dos agrotóxicos; cabe também à mídia agir em conjunto a fim de que o corpo social se conscientize das adversidades que as substâncias causam. Somente assim as diretrizes sairão do papel e se tornarão realidade.