O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 24/08/2022
O livro “Primavera Silenciosa” de Rachel Carson aborda como as estações estão se manifestando com a ausência de animais e consecutivamente de seus ruídos tornando, assim, a primavera silenciosa. De maneira análoga a isso, a sociedade brasileira vem apresentando uma crescente no número de aprovações e uso de agrotóxicos na agronomia, a qual representa um descaso estatal com a saúde do povo. Destacando assim, nesse prisma, duas problemáticas: o desequilíbrio ambiental proporcionado por essa prática e os impactos ao corpo social.
Em primeira análise, destaca-se a ampliação de consequências do uso de pesticidas no meio ambiente. Sob essa ótica, os dados da Agência Pública e Repórter Brasil que comprovam o encontro de meio bilhão de abelhas mortas num período de três meses no Rio Grande do Sul demonstram quão grande é a escala de mazelas da fauna verde amarela. Dessa forma, é imprescindível que esses eventos continuem ocorrendo, quando se é observado seus desdobramentos os quais causam tamanhos desastres e perdas de vidas de indivíduos responsáveis pela manutenção da flora.
Em segunda análise, evidencia-se que suas implicações não atingem somente aos animais, nós, humanos, também somos afetados por esse viés. Uma vez que, assim como, o filósofo Thomas Hobbes, afirmou: “o homem é o lobo do homem”. Outrossim, o povo brasileiro traz a si mesmo diversas doenças e implicações por seus atos que muitas vezes viram somente ao lucro. Consoante a isso, a progressão no número de doenças causadas por essa categoria de substâncias tende a crescer e virar um problema sério para as futuras gerações.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos com a adoção de medidas que venham diminuir o uso de agrotóxicos no Brasil. Para tanto, é imprescindível que o governo, por intermédio do Ministério da Agricultura, faça ações incentivadoras ao uso de controle biológico e ao manejo integrado de pragas, por meio de incentivos a grandes latifundiários – de modo que haja menor uso de defensivos agrícolas na produção de alimentos. Assim, se consolidará uma sociedade mais saudável, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.