O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 13/09/2022

Na obra “O grito”, do pintor Edvard Munch, é retratado um cenário de desolação. Esse mesmo sentimento é compartilhado por um contingente de pessoas ao observar o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo. Assim, é explicitamente necessário analisar o desleixe estatal, bem como a falta de acesso da população mais pobre a alimentos livres de agroquímicos.

A princípio, é fundamental notar que a falta de cuidado do governo em relação ao uso de defensivos agrícolas faz com que a saúde da população seja colocada em risco. Esse contexto de inoperância das esferas públicas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo polonês zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia sem cumprir sua função social com primazia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, um grande contingente populacional tem sua saúde ameaçada e sua vida prejudicada com os impactos dos agrotóxicos como problemas respiratórios, intoxicações alimentares e até câncer. Nessa perspectiva, faz-se crucial a remediação de tal situação.

Outrossim, é igualmente preciso apontar a escassez de produtos orgânicos disponíveis para a população de baixa renda como um problema persistente na sociedade. Segundo o escritor brasileiro Ariano Suassuna, “o mundo é dividido entre os favorecidos e os despossuídos”. Tal afirmação mostra -se extremamente condizente com a realidade nacional, uma vez que somente as pessoas com maior poder aquisitivo conseguem comprar alimentos mais saudáveis, que não irão causar doenças no futuro devido aos agentes químicos, enquanto a população mais pobre continua a ter que consumir alimentos infestados de agro defensivos, já que estes são os únicos cabíveis no orçamento, provocando uma saúde defasada. De tal maneira, é inadmissível a permanência de tal problema.

Portanto, medidas devem ser tomadas para frear o exposto. Desse modo, o Estado (agente responsável pelo desenvolvimento social) deve, por meio do investimento em projetos, incentivar a agricultura orgânica e torná-la viável para a população desfavorecida, servindo de exemplo para outros países, a fim de que o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo seja consideravelmente reduzido. Somente assim, o apresentado em “O grito” deixará de fazer parte da realidade nacional.