O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 05/09/2022
´´Construímos muitos muros e poucas pontes´´. Essa afirmação do téologo e cientista inglês Isaac Newton pode ser facilmente aplicada ao comportamento da sociedade diante do uso de agrotóxicos no Brasil, já que essa problemática é marcada por concentrar a construção de barreiras sociais e a insuficiência de medidas para a sua erradicação. Nesse sentido, não só a negligência do poder político, como também a mentalidade social aprofunda esse obstáculo.
Diante desse cenário, é necessário destacar como parte do Estado costuma lidar com o uso de agrotóxicos. A respeito disso, Gilberto Dimenstein, em sua obra ´´Cidadão de Papel´´, afirmou que a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparenta ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para o uso de agrotóxicos químicos em larga escala, levando em conta os riscos que os cidadãos estão expostos por consumir de forma nociva alimentos que tenham altos níveis de contaminação de pesticidas. Desse modo, depreende-se que o sistema político é deficitário quando se trata do bem-estar populacional.
Ademais, a mentalidade iníqua da sociedade é um fator determinate para a permanência do problema. Nessa perspectiva, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, em sua obra ´´O Homem Cordial´´, expõe o egoísmo presente na sociedade brasileira - que tende a priorizar ideias particulares em detrimento do contentamento coletivo. Nesse viés, observa-se que o uso indiscriminado de defensivos agrícolas sem o consentimento dos indivíduos faz apologia ao pensamento do contemporâneo demonstrando fatos de que o egoísmo é presente na mentalidade brasileira. Por conseguinte, evidencia-se a necessidade de criar valores empáticos no Brasil.
Infere-se, portanto, que medidas são indispensáveis para resolver os problemas discutidos. Dessa maneira, cabe à sociedade, por meio do Ministério da Agricultura, promover programas que visem regulamentar o uso desses agrotóxicos em consonância com a saúde da população. Tal ação deve ocorrer nas mídias sociais, a fim de instigar uma sociedade empenhada com a óbice.