O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 08/09/2022
“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Na música “Que país é este?”, da banda Legião Urbana, há a denúncia acerca de diver-sos problemas sociais. Na realidade brasileira, isso pode ser observado na medida em que o abismo social e a falta de responsabilidades sociais perpetuam o uso exa-cerbado de agrotóxicos no Brasil e no mundo. Nesse sentido, faz-se imprescindível remediar esse imbróglio em prol da plena harmonia social.
Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-moderni-dade é fortemente influenciada pelo individualismo. Sob este viés, a tese do soció-logo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange o aumento do uso de agrotóxicos, sem pensar nas consequências a saúde da população. Em virtude disso, há como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão do uso de agrotóxicos funciona como um forte empeci-lho para sua resolução.
Além disso, conforme o conceito de “Banalidade do Mal”, cunhado pela filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidencia a irracionalidade em relação ao uso desenfreado do agrotóxico, intoxicando a população e, principalmente, o trabalhador rural, configurando a trivialização da maldade que, para Arendt, ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor dos indivíduos. Nesse viés, percebe-se que a população normalizou consumir os alimentos, sem se questionar da sua procedência. Como consequência, isso tem gerado intoxicações agudas e até a morte de pessoas expostas a um longo período dessas substâncias químicas.
Dessarte, é mister que o Ministério da Educação, enquanto instância máxima dos aspectos educacionais do país, promova a ampliação dos debates a respeito do uso de agrotóxico e seus males. Essa ação pode ser feita por meio de palestras, simpósios e eventos escolares, os quais incluam especialistas do assunto para auxi-liar as discussões. Isso será feito a fim de remediar não somente a negligência go-vernamental e, também, a falta de empatia da população, contrapondo o descaso constitucional denunciado na música “Que país é este?”.