O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 06/11/2022
O economista Thomas Malthus dizia que a população crescia mais rápido que a oferta de alimentos e isso resultaria em fome e miséria. No entanto, Malthus não considerava a inovação tecnológica na produção agrícola, como a utilização de agrotóxicos. Embora os defensivos agrícolas contribuam para o aumento da produção, o seu uso indiscriminado causa diversas desordens ambientais como a seleção de pragas resistentes e contaminação do solo e, por isso, precisa ser refreado.
Em primeiro plano, a popularização dos agrotóxicos levou à utilização sem acompanhamento técnico adequado. Nessa perspectiva, segundo a teoria da seleção natural, de Charles Darwin, as pragas que são resistentes aos defensivos são selecionadas pela pressão do meio e se reproduzem, passando essa característica à sua prole. Desse modo, surge a necessidade de agrotóxicos com químicos cada vez mais fortes e específicos, o que gera um ciclo vicioso e demanda muitos recursos financeiros.
Além disso, o solo é capaz de reter os contaminantes jogados nas plantações e torna-se frágil e infertil com o tempo. Nesse viés, o uso irresponsável de defensivos agrícolas por períodos prolongados deixa o solo doente até se esgotar e, assim, faz-se necessário abandonar aquele local e plantar em uma nova localidade que tenha o solo saudável. Dessa maneira, a utilização de agrotóxicos e a falta de remediação do solo vão tornando várias áreas inférteis e poluídas.
Logo, é imprescindível o controle rígido sobre os agrotóxicos, bem como o estímulo ao uso de defensivos biológicos - produtos agrícolas produzidos a partir de um ativo biológico, ou seja, de origem natural. Para isso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, deve estabelecer a obrigatoriedade de técnicos especializados acompanharem o uso de defensivos e, também, uma porcentagem mínima de defensivos biológicos, a fim de diminuir o uso de agrotóxicos e aumentar a utilização de de biopesticidas, gradualmente. Assim, será possível fazer uma migração do modelo atual e nocivo para o ambiente, para uma tecnologia mais saudável e ecológica. Dessa forma, a economia e a sustentabilidade caminharão lado a lado na sociedade brasileira.