O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 10/09/2020

É certo que a utilização de animais para fins de pesquisa e testes é uma realidade brasileira, tanto para obter cosméticos, quanto para avanços na medicina. Assim, é importante ressaltar que o uso exagerado e descuidadoso desse tipo de pesquisa configura crueldade, o que deve ser interrompido, principalmente no campo industrial. Porém, muitos cientistas utilizam tais vidas para obter remédios e vacinas que influenciam múltiplos órgãos humanos,tonando o teste, infelizmente,ainda, imprescindível.

Em primeiro lugar,a utilização de animais para testes de produtos cosméticos é desnecessário e causa sofrimento animal,sobretudo quando ocorre de maneira exagerada e sem preocupação com o bem-estar do ser.Isso acontece, visto que tais institutos, muitas vezes, mantém bichos em confinamento inapropriado durante a vida e causam danos desnecessários- feridas e mutilações-durante os procedimentos, com intuito de alcançar um produto final lucrativo para ser comercializado. Tal questão vai ao encontro das análises do pscicólogo Richard D. Ryder, o qual afirma que os seres humanos se sentem moralmente superiores aos outros animais, submetendo-os, por exemplo, aos maus- tratos em prol do lucro. Em suma, os testes científicos para produção de cosméticos precisam ser abolidos e outras alternativas devem ser adotas em respeito a todas as formas de vida.

Em segundo lugar, ainda há obstáculos, no campo da medicina, para que as pesquisas deixem de utilizar completamente os animais. Tal questão acontece, pois o desenvolvimento de fármacos, vacinas e até cirurgias, os quais afetam diversos órgãos humanos, dependem desse tipo de teste para que sejam, de fato,seguros. Um exemplo é visto na reportagem do fantástico- programa jornalístico exibido pela TV Globo-, em que um médico cardiologista apontou a necessidade de fazer a testagem final de um tipo de cirurgia em um animal, após ter utilizado, também, bonecos e simuladores. Apesar das propostas apontadas pelo profissional da saúde, alternativas completamente eficientes, livres de sofrimento dos bichos, não são disponíveis e carecem de maior desenvolvimento tecnológico nas simulações. Em síntese, é nítida a necessidade de avanços na criação de alternativas para que a ciência se desenvolva sem comprometer vidas humanas e animais.

Portanto, o Poder Público precisa proibir os testes em animais relacionados ao desenvolvimento de fármacos. Ele deve fazer isso, de forma semelhante a modelos europeus, por meio da criação de uma lei específica que proíba tal atividade cruel.Ademais, ele precisa incentivar o desenvolvimento de alternativas para pesquisas e testes médicos que sejam livres de sofrimento animal, por intermédio do destino de verba pública para institutos de ciências brasileiros, como universidades.Tal medida tem por objetivo garantir o desenvolvimento científico ao passo que prioriza a vida e o bem- estar animal.

Richard D. Ryder, o qual afirma que os seres humanos se sentem moralmente superiores aos outros bichos, submetendo-os, por exemplo, aos maus-tratos.