O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 19/11/2020
O caso da gorila “Koko”, que numa pesquisa laboratorial comunicou pela linguagem de sinais, reforça o debate sobre a ética e direito dos animais. Dessa forma, o uso de animais em pesquisas e testes científicos é uma questão que exige um engajamento multidisciplinar, em razão da negligência estatal e da falta de informação da população. Dessa maneira, é necessário uma ação conjunta do estado e sociedade civil para solucionar a situação.
Em primeira análise, de fato, a negligência estatal é evidente na falta de investimento e incentivo para atenuar o uso de animais no âmbito científico. Efetivamente, a substituição gradual da cobaia é viável, porém, com o a tecnologia atual é impossível, causando um sofrimento que poderia ser evitado. Com isso, é ignorado o fato de que um ser vivo pode aprender uma linguagem humana e ainda assim é tratado com inferior. Logo, é fundamental investir em ciência para devida adequação tecnológica.
Em segunda análise, não obstante, vale ressaltar a falta de informação da população que não debate o assunto. Por conseguinte, o povo pouco fica sabendo do quanto é danoso os testes em animais, muito menos que ele pode ser evitado parcial ou até totalmente, no caso de cosméticos. Nessa perspectiva, esse cenário vai de encontro a teoria da “Educação libertadora” de Paulo freire, em que o conhecimento é o pilar do indivíduo, sendo decisivo para cobrança aos governantes por políticas que mudem essa realidade. Assim, é essencial conscientizar a população sobre o tema.
Dessarte, medidas são necessárias para resolução de questões políticas e educacionais a cerca das cobaias animais, Portanto, urge que o Estado, por intermédio do Ministério da Educação(MEC), invista em ciência, por meio da criação de um centro de pesquisa específica para substituição do uso animal em testes, para corrigir a falha estatal. Ademais, o MEC deve investir em educação informativa, na forma de palestras em escolas sobre a conscientização e direitos do animais, para corrigir a falha educacional.