O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 25/10/2020

O uso de animais pode sim ser cruel visto que nem todos respeitam os mesmos como seres tão importantes quanto o próprio ser humano, muitos animais sofrem maus tratos e passam por situações de extrema ignorância humana e necessidades básicas dos seres vivo. Mas graças a tais experiências tivemos grandes conquistas que não seriam possíveis sem o uso de animais nos estudos de remédios, vacinas e ate mesmo em táticas cirúrgicas.

Primeiramente, a sociedade protetora de animais acredita que muitos animais não só sofrem com maus tratos, mas também debate sobre a questão ética que envolve a experimentação, uma prática considerada obsoleta. Em julho de 2016, a companhia aérea Latam divulgou uma nota informativa que recusava o transporte de animais destinados à pesquisas. Entretanto, essa ação foi contestada pela comunidade científica pelo fato do impedimento da produção de conhecimento no Brasil, inclusive o andamento de estudos ao combate do vírus da zika e da dengue. Dessa maneira, as atividades de ensino e pesquisa são indissociáveis e dependem do uso ético (Lei 11.794/2008) e da responsabilidade para as experimentações.

Em suma, alternativas, como a substituição por células-tronco, simulações computacionais, tecnologia de DNA recombinante, necessitariam de investimentos públicos. Sendo assim, cabe ao governo investir em projetos que proíbam os testes em animais para produção de cosméticos, investindo em outras alternativas. Trinta e sete países, que constituem um enorme mercado consumidor, já aprovaram leis proibindo ou limitando testes em animais para cosméticos ou a venda de cosméticos testados em animais, incluindo os 28 países membros da União Europeia (UE). O Ministério da Cultura, deve promover campanhas de conscientização, para que essa realidade atroz seja transformada.