O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 26/10/2020
O uso dos animais nos meios científicos vem sendo feito desde a Grécia Antiga, com o processo de dissecação para o estudo da anatomia dos bichos, o que nomeavam como vivissecções. Essas técnicas foram aprimoradas durante o Império Romano e passaram a ser feitas para embasar tratamentos que seriam aplicados em pessoas.
Com o passar dos anos, no entanto, essa pratica não deixou de existir, segundo a Fátima Fandinho, vice-diretora de ensino e pesquisa do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos da Fundação Oswaldo Cruz “Animais são os modelos mais parecidos com os humanos que conhecemos estudar e com eles é possível avaliar como uma substância interage com o organismo todo, e ainda não há uma técnica que substitua isso totalmente”
Com tudo, além dessa ser uma pratica antiética, porque tais pessoas não têm a autorização dos animais, que embora não sejam criaturas “racionais” tem de ter seus direitos respeitados. Também é importante tratar das situações deploráveis pelas quais esses animais são tratados, engaiolados em recintos minúsculos, sem poder se mover, sendo ejetados diariamente com substancias possivelmente letais. Muitos coelhos, por exemplo, têm clips de metal os impedindo de fechar os olhos: assim é possível aplicar diretamente em suas córneas, sem anestesia, substâncias presentes em cosméticos e produtos de limpeza.
Nesse sentido, vemos que é completamente desumano continuar com as coisas como estão, milhares de animais sofrendo e sendo injustiçados todos os dias por um simples capricho da espécie humana. Essas vidas, sim, importam tanto quanto as nossas e devem ser valorizadas da mesma forma, eles sentem dor, sentem tristeza, sentem desconforto e sentem raiva da mesma forma, então porque são tratado com tanta indiferença e crueldade?
A verdade é que sim, existe uma solução para isso, mas as pessoas já se acomodaram tanto a esse tipo de teste que não veem a necessidade de evoluir, não acham que seja bom mudar algo que já está “bom”, então simplesmente não investem nisso.
Contudo, das ainda diversas pesquisas que foram feitas e aprofundadas sobre o assunto, a melhor alternativa para a substituição dos testes em animais nas áreas como testes de toxicidade, neurociência e desenvolvimento de drogas são as chamadas cultura de tecidos, uma alternativa que está impactando positivamente a saúde humana, além de reduzir o número de animais em pesquisa.